Inauguração do Museu da Vila e das Cetárias Romanas de Cascais

 

 

O novo Museu da Vila abre as suas portas pelas 11h00 do próximo sábado, dia 26 de outubro e nele vai ser possível percorrer a história da vila e do concelho desde o Neolítico até ao início do século XX. Este novo espaço museológico ocupa todo o piso térreo dos Paços do Concelho de Cascais e apresenta novas tecnologias que interagem com o visitante.

 

É o rei D. Carlos quem, de viva voz, num quadro animado, dá as boas vindas aos visitantes do Museu da Vila, em que se exibem as mais emblemáticas peças para a descoberta do passado de Cascais, entre as quais se destacam artefactos pré-históricos como extraordinárias taças campaniformes e as sandálias votivas encontradas nas Grutas de Alapraia ou um importante conjunto de vestígios do período da ocupação romana, parcialmente descoberto na villa de Freiria, que o Município de Cascais recuperou em 2018 para fruição pública. Outras peças são apresentadas através de um inovador sistema de projeção em 3D que realça ainda mais a riqueza deste património coletivo.

 

Neste Museu dá-se a conhecer a evolução da vila, que D. Pedro I tornou autónoma em 1364, a que se sucederia a criação do concelho em 1370. Recordando-se que a invasão espanhola de 1580 se processou por Cascais e que o seu território seria fortemente afetado pelo terramoto de 1755. A partir de 1870 Cascais transformou-se na rainha das praias portuguesas. A importância da Família Real nesta transformação é realçada pelas muitas peças em exibição, das quais se destacam a raqueta de ténis do Rei D. Carlos, fotografias da época ou um telégrafo.

 

Com recurso a soluções multimédia, os visitantes poderão navegar pela história de Cascais a seu gosto, fotografando-se em 1900, ouvindo num rádio dos anos 30 alguns dos maiores êxitos da música (inter)nacional, cuja história se relaciona com Cascais ou utilizando painéis interativos para descobrir a realidade do concelho durante a II Guerra Mundial.

 

Neste Museu exibe-se igualmente memorabilia dos reis sem trono que se exilaram em Cascais depois da guerra, como Humberto II de Itália, Carol II da Roménia ou os condes de Barcelona. Os visitantes têm também a possibilidade de se sentar num confortável sofá-cinema para assistir a muitos filmes com história, cedidos pelo Arquivo Nacional de Imagens em Movimento e pelo Arquivo da RTP.

 

Nas asas de uma gaivota, em que se projetam imagens de grande dimensão, poderão, ainda, aprofundar conhecimentos acerca das mais diversas temáticas. Já depois de terem passado pela Sala dos Presidentes, mergulharão numa experiência imersiva para conhecer os esforços que Cascais tem vindo a desenvolver para se transformar numa cidade inteligente.

 

Neste Museu até a loja é histórica! A área de venda é, na verdade, uma antiga mercearia de meados do século XX, que foi restaurada para voltar a ganhar função.

 

CETÁRIAS ROMANAS DE CASCAIS

 

A partir de 26 de outubro as cetárias romanas de Cascais, tanques de uma unidade de produção e transformação de preparados piscícolas, na Rua Marques Leal Pancada, ao lado do Museu da Vila, passam também a ser de usufruto público, depois de terem sido recuperadas e dotadas de informação de apoio à visitação.

 

Muito apreciados na culinária romana, os molhos de peixe (garum, muria salsamentorum, liquamen e hallec, entre outros) eram aqui preparados, recorrendo aos abundantes recursos marinhos que seriam desembarcados na Praia da Ribeira. Nas cetárias, tanques com revestimento estanque (opus signinum) tendencialmente retangular, eram colocados os peixes misturados com sal. Através de um processo de autodigestão do próprio aparelho digestivo e na presença de um antissético (o sal) o peixe ia-se transformando em pasta.

 

 

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