14 anos ao serviço do Desporto em Portugal

Susana Feitor

 
 
Nome: Susana Paula de Jesus Feitor
 
Data de nascimento: 28.Janeiro.1975
 
Naturalidade: Alcobertas, Rio Maior
 
Habilitações: Estudante do Ensino Superior na F.M.H. da U.T.L., em Ciências do Desporto
 
Clube: Clube da Natação de Rio Maior
 
Modalidade: Atletismo (marcha atlética)
 
Treinador: Jorge Miguel
 
Inicio da actividade: 1986
 
Nº de Internacionalizações: 45 - 1ª internacionalização em 1989
 
 
 
 
 
 


Medalha de OURO – Campeã do Mundo (Juniores) em 90, Plovdiv – Bulgária (5000mM)
 
Medalha de PRATA – Vice-Campeã da Europa (Juniores) em 91, Salónica – Grécia (5000mM)
 
Medalha de OURO – Campeã da Europa (Juniores) em 93, S. Sebastian – Espanha (5000mM)
 
Medalha de PRATA – Vice-Campeã do Mundo (Juniores) em 94, Lisboa – Portugal (5000mM)
 
Medalha de BRONZE – 3ª Campeonato da Europa (Sub-23) em 97, Turku – Finlândia (10kmM)
 
Medalha de BRONZE – 3ª Campeonato da Europa em 98, Budapeste – Hungria (10kmM)
 
Medalha de PRATA – Vice-Campeã do Mundo Universitária, 2001, Pequim – China (10kmM)
 
Medalha de BRONZE – 3ª Campeonato do Mundo em 2005, Helsínquia – Finlândia (20kmM)
 
- Recordes Nacionais batidos 55 vezes, 1 deles do Mundo (20000m em 2001), outro da Europa (5000m em 1993)
- 9 Medalhas (ouro – títulos internacionais -, prata e bronze) conquistadas em Campeonatos do Mundo e Europa em várias categorias.
- 9 Participações em Campeonatos do Mundo (a primeira apenas com 16 anos)
- 4 Participações em Campeonatos da Europa
- 4 Participações em Jogos Olímpicos (a primeira apenas com 17 anos)
- 36 Títulos de Campeã de Portugal, apenas contabilizando a categoria sénior (absoluto)
- Presidente da Comissão de Atletas Olímpicos 2002-2005 (1ª Presidente)
- Vice- Presidente da Comissão de Atletas Olímpicos 2005-2009
- Membro do Comité Olímpico de Portugal
- Membro da Associação de Atletas de Alta Competição de Atletismo
- Membro dos Órgão Sociais da Federação Académica de Desporto Universitário (FADU) em 2002
 
Por ocasião da apresentação do seu sítio oficial (www.susanafeitor.org), cerimónia que teve lugar na sede no Comité Olímpico de Portugal, estivemos à conversa com o expoente máximo da marcha portuguesa.
 
- Desde a época de iniciada, a Susana tem estado entre os principais valores da marcha nacional. Como é que começou o desporto na sua vida e, principalmente, a marcha?
- Essa é uma coisa que também vão poder ver no site, mas a história começou porque eu gosto muito de praticar desporto desde que me lembro e, quando houve a possibilidade da Câmara Municipal de Rio Maior promover uma actividade física por todas as tele-escolas (Eu ainda sou do tempo das tele-escolas!!!), eu inscrevi-me e, a partir daí passei a ser assídua às actividades ...
 
- E, porquê a marcha?
- A marcha aparece mais tarde e é também uma das histórias que estará disponível no site. Eu andava a tentar fazer minímos para os Campeonatos Nacionais de Juvenis em 1500 e também em 3000, mas não conseguia e houve um dia em que a Associação de Atletismo de Santarém lançou um repto aos clubes, para saber se tinham marchadoras. E, como já é hábito o nosso clube pôr os jovens a praticar todas as disciplinas do atletismo, o que aconteceu é que eu “desenrascava-me” melhor que as minhas colegas e, então, fui eu. Consegui ir a um campeonato onde fiz os minímos para o tal Nacional de Juvenis.  Foi a partir daí.
 
- Nessa altura, Rio Maior ainda não era a grande referência da marcha nacional.
- Não, foi mais tarde. Neste momento, nós temos cinco atletas com possibilidades de ir aos Jogos Olímpicos. Só na marcha, temos três mulheres, todas naturais de Rio Maior. Por outro lado, Rio Maior dinamizou-se à volta do desporto e a evolução toda foi naquele complexo desportivo que temos lá.
 
- Desde há muito que a Susana é um grande exemplo para muitas crianças e jovens deste país. Quando olha para a situação da marcha portuguesa, sente-se orgulhosa ?
- Acho que há sempre coisas que se podem fazer. Acho que um das situações é, precisamente, aproveitar os campeões que nós temos, para, junto com os miúdos, estimulá-los e haver uma maior interacção entre os mais velhos e os mais novos, em momentos próprios que se possam fazer, como sessões com actividades lúdicas para cativar os miúdos, para eles sentirem que é uma coisa gira e atraente. Por outro lado, penso que sempre se pode fazer coisas ao nível do atletismo geral. A marcha não pode ser separada do atletismo. Automaticamente, quando falamos de uma, não podemos deixar falar da outra.
 
- Ao longo dos tempos, conquistou várias medalhas nas principais competições para jovens e, mais tarde, uma medalha de bronze no Europeu e, em 2005, uma medalha de bronze no Mundial. Falta-lhe uma medalha nos Jogos Olímpicos. Para esta sua quinta participação, disse, há algum tempo atrás, que uma classificação nas oito primeiras já seria uma medalha. Mas, no fundo, não tem esperanças de conquistar, efectivamente, uma medalha?
- É assim: todos os atletas vão com a ambição de chegar o mais à frente possivel. A minha ambição é, efectivamente, lutar pelas oito primeiras. Hoje em dia, pelo panorama que a marcha tem a nível mundial, as oito primeiras são, qualquer uma, potenciais medalhadas. É óbvio que, para mim, ficar nas oito primeiras, tomando em consideração que fui terceira em Helsinquia, quinta em Osaka e já tinha sido quarta em Sevilha,  virá confirmar o rumo que tenho trazido e chegarei a casa feliz.
 
- Uma das principais problemáticas que se avizinham para os próximos Jogos Olímpicos são as condições de poluição. Marchar 20 quilometros com o clima que se perspectiva, como é que encara essa situação?
- Para nós, é um problema, efectivamente, muito grave, porque as condições dificeis de humidade e de temperatura, junto com a poluição, tornam este tipo de modalidades muito dificeis. O ano passado, ao irmos para o Mundial de Osaka, fizemos uma série de experiências a pensar já nisso. Ou seja, Osaka tem um clima parecido. Portanto, automaticamente, tentámos fazer determinados programas e experiências, para ver se funcionava. Fui quinta. Tendo em consideração todo esse caminho, o que se perspectiva é fazer uma coisa idêntica, mas, é muito difícil ..,
- Já tem noção de quanto tempo antes é que vão para Pequim?
- Temos noção, mas é uma coisa a discutir, porque estamos, ainda, em plena resolução do programa  todo que se vai fazer.
- Para o próximo ano, ainda há Mundiais. Até quando é que perspectiva a sua carreira como atleta de alta competição?
- Vamos fazer uma coisa de cada vez. Neste momento, estou empenhadissima que o site vá para o ar, que daqui até aos Jogos vão aparecendo coisas. Vou fazer vinte anos de carreira em 2009. Por isso, tenho muita história para contar. O site que vocês vão ver hoje é uma estrutura básica e, por isso, vou, digamos, um degrau de cada vez. Ou seja, a seguir, vou para estágio, tenho Campeonatos  de Portugal, Jogos Olímpicos, ... . Vamos ver o que é que vai dar.
 
- Completou, há pouco 33 anos. Já tem vinte anos de carreira. Porque é que só agora lançou o site? Parece que, agora, todos os grandes atletas se estão a lembrar ...
- É verdade, é uma lacuna. Há já muito tempo, andava a pensar nisso, mas não tinha conseguido, ainda, reunir todas as condições à volta do projecto. Felizmente, consegui as pessoas certas e penso que a elas devo agradecer , a todas as pessoas que me ajudaram e, principalmente, aos meus patrocinadores e à equipa que fez o site.
 
- É, também, uma forma de estar mais próxima dos seus fãs. Em todas as competições , toda a gente tem um carinho muito especial pela Susana, agora, é uma forma de estarem em contacto, mais ou menos, permanente.
- É verdade, é uma forma de estar mais próxima das pessoas.
 
- Para terminar, como é que vê o seu futuro depois de terminar a carreira como atleta de alta competição? Já me disse “Um passo de cada vez”. Sei que também está ligada ao dirigismo no âmbito do Comité Olímpico e da Associação de Atletas de Alta Competição. Imagina-se como treinadora, como dirigente?
- Eu imagino-me a fazer actividade física até ser velhinha, por um lado. Por outro lado, aquilo que eu quero é acabar o meu curso superior em Ciências do Desporto. Por outro lado, gostava de ficar ligada ao movimento olímpico e não descarto a ideia de ficar, ao mesmo tempo, ligada a Rio Maior, em termos de alguma gestão desportiva. Mas, efectivamente, aquilo que me importa, neste momento, é acabar o meu curso superior e vamos ver o que é que as coisas vão ditar.
 
- Londres 2012 é uma perspectiva muito longínqua?
- Para fazer Londres, ainda tenho que fazer Pequim. Por isso, calma (risos).
 
 José Duarte com fotos de Rodrigo Branco (cedidas pela atleta)
 

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domingo, 15 de dezembro de 2019 – 05:34:36

 

 
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