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Gonçalo Louro (Portalegre)

 
 
 
 
 
 
 
 
 GONÇALO LOURO
 
 Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre
 
 
 
 
Pequeno Perfil Biográfico
Licenciado em Ensino de Educação Física (2003) e Mestre em Gestão e Direcção Desportiva (2007), Gonçalo Louro nasceu em Nisa, a 4 de Outubro de 1981, local onde desenvolveu grande parte do seu percurso desportivo como atleta.
Profissionalmente, tem desenvolvido um trabalho extremamente diversificado, sempre em prol do concelho que o viu nascer, desde a leccionação de aulas de Educação Física e Natação no 1.º Ciclo do Ensino Básico, aulas de Ginástica de Manutenção/Aeróbica, Actividade Física para a Terceira Idade, até ao treino de jovens atletas em modalidades tais como o Futebol, o Voleibol (Gira-Vólei), o Andebol e o Atletismo.


Para si, qual o perfil que um DTR deve possuir e que principais funções lhe estão acometidas?
Em meu entender um DTR deve ser uma pessoa dinâmica e criativa, que conheça de forma profunda o atletismo da sua região e, de uma forma mais generalizada, o panorama atlético nacional e, acima de tudo, deve revelar uma enorme paixão pela modalidade. Deve ainda possuir um forte espírito de diálogo e de alguma liderança.
Em termos de principais funções que lhe serão acometias, estas deverão ser:
 Nomear e acompanhar as Selecções Distritais aos eventos Nacionais ou Regionais para as quais se tenham alcançado critérios de selecção;
 Colaborar e apoiar tecnicamente os clubes e seus treinadores sempre que seja solicitado ou se julgue oportuno;
 Fomentar e facilitar estratégias de desenvolvimento da modalidade nos vários concelhos do Distrito;
 Criar dinâmicas de intervenção nas várias Escolas do Distrito como forma de captação de novos talentos;
 Participar e enquadrar técnicos e atletas nos estágios de observação;
 Em conjunto com a Direcção, elaborar o quadro competitivo para a próxima época;
 Participar nas reuniões mensais com a Direcção;
 Desenvolver estratégias actualizadas de marketing na divulgação dos eventos da sua Associação;
 Colaborar com a funcionária administrativa nas suas tarefas.


Quando assumiu o cargo, como encontrou o atletismo na sua região?
Tendo em conta que apenas assumi o cargo à cerca de 6 meses, estou por isso, numa fase de “absorção” de tudo aquilo que é o atletismo regional e a forma como ele se processa. Deste modo, a minha “política” tem sido a de continuidade, para que, posteriormente, possa alterar aquilo que me pareceu que correu menos bem.
Ainda assim, posso dizer que o encontrei com um grau de desenvolvimento relativamente elevado nalguns aspectos, nomeadamente, ao nível da capacidade de organização de eventos mas, em fase de regressão acentuada, no que toca à formação de novos atletas e técnicos.
Algo que me despertou também a atenção, foi o facto da Associação possuir um quadro competitivo com poucas provas de pista.


Que medidas tomou, para inverter a situação encontrada, no caso desta não ser do seu agrado?
Pela inerência do meu tipo de vinculo com a AADP (meio-tempo), um dos aspectos em que penso alterar/aprofundar o trabalho até aqui desenvolvido é na questão do planeamento e desenvolvimento da modalidade, requisito considerado essencial pela Federação Portuguesa de Atletismo para a aceitação do meu nome para DTR, uma vez que o tempo livre resultante da minha “principal” profissão incidirá mais nas partes da manhã, período que não coincide com as horas de maior potencial para a animação de pistas e prática da modalidade. Logo, a minha acção será mais teórica, mas não menos importante, já que é necessário mobilizar os vários agentes de desenvolvimento do distrito, onde se destacam as Autarquias, Escolas e os Clubes/Associações, mantendo contacto próximos e permanentes quanto possíveis.
Desta forma, têm sido vários os contactos com os agentes de decisão local de alguns concelhos do distrito, resultando já, no surgimento de um novo clube na localidade de Castelo de Vide.
Outro dos meus desafios prende-se com a prática do atletismo na escola. Deste modo, foi já apresentado por mim um projecto de implementação da prática do atletismo, ainda que de forma “informal”, denominado Kids’ Athletics – 1.º Ciclo do Ensino Básico. Em termos gerais este será um projecto que tentará contar com algumas parcerias institucionais para a colocação de um Kit Kids’ Athletics numa escola do EB1 por concelho, do distrito de Portalegre. Este projecto, a ser implementado, contará com a anuência do Centro de Área Educativa do Alto Alentejo (Portalegre), para que os Professores/Dinamizadores da disciplina de enriquecimento curricular Actividade Física e Desportiva enquadrem esta actividade nas suas planificações, de modo a ser praticada pelas crianças do 3.º e 4.º anos de escolaridade, 5 vezes por período escolar.
Outro dos grandes desafios será o de fazer o encaminhamento das crianças que mostrem real apetência e interesse para a prática do Atletismo, enquadrando-as em clubes que tenham uma prática organizada e regular. Para isso, será também necessário criar uma competição distrital que contemple as crianças desta faixa etária, pois sabemos que a falta de competição é hoje apontada como o principal factor que leva à desmotivação e consequente abandono da prática da modalidade.

Considera-se satisfeito(a) com as infra-estruturas desportivas existentes na área geográfica da sua Associação para a prática da modalidade (nas suas diversas vertentes)?
Ao nível do atletismo praticado em pista ao ar livre, penso que qualquer DTR queria estar na minha situação, uma vez que dispomos de 5 pistas no Distrito de Portalegre.
Ainda assim, gostava de ver no distrito a construção de uma pista coberta, talvez ao estilo das novas pistas simplificadas de treino, muito mais económicas e rentáveis.

Na sua Associação, como é feita a detecção de novos talentos e o acompanhamento dos jovens promissores?
Pelo motivo do Departamento Técnico da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre ser apenas constituído pelo seu DTR não é possível levarmos a cabo esta tarefa.

Como perspectiva o futuro do atletismo local, a curto prazo?
Com algum cepticismo, principalmente devido aos seguintes aspectos:
 Os “jovens de hoje” cada vez mais desprezam o papel do desporto na vida, em detrimento dos famosos jogos electrónicos e outros;
 O assédio dos grandes clubes aos atletas que se destacam nos clubes do distrito;
 A passagem dos jovens para o ensino superior faz com que os atletas tenham que se deslocar para os grandes centros, onde habitam as Universidades, reflectindo-se este factor no reduzido número de atletas na faixa etária dos 17 aos 21 anos.
Ainda assim, continuaremos a trabalhar arduamente para inverter aquilo que nos for possível. O prémio que já recebemos por esse trabalho foi a superação do número de atletas filiados em relação à época transacta, faltando ainda 7 meses para terminar a presente época desportiva.

Qual tem sido o apoio prestado pelas autarquias locais à prática da modalidade?
Além dos subsídios atribuídos aos clubes através dos regulamentos de apoio ao associativismo, próprios de cada município, as autarquias têm apoiado bastante ao nível da cedência gratuita das pistas para a organização das provas. Outro dos apoios, é o apoio logístico e financeiro para a organização de eventos.

Na sua região, o tecido empresarial apoia a realização de eventos?
Muito pouco e esporadicamente.

Quais os meios de Comunicação Social que normalmente e frequentemente divulgam as vossas iniciativas?
Jornal Fonte Nova
Jornal Alto Alentejo
Semanário Linhas de Elvas
Jornal de Nisa
Rádio Elvas
Rádio Campo Maior
Rádio Portalegre
 

Periodicidade Diária

domingo, 24 de março de 2019 – 01:08:47

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