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Bastidores do POM`11 (I)

- “Saiam 180 quilos de massa, 1.900 sopas e 7.500 garrafas de água para a mesa do canto!”.
 
 Ah pois é! Podem fechar essas bocas de espanto. Dar de comer e beber a cerca de 2.000 “galfarros” durante quatro dias, é uma tarefa considerável e só uma enorme “mesa” como a do “Comezainas”, poderia responder com o mínimo de eficiência, a tamanha solicitação.
 
 – “Alto, esperem lá! Água? Afinal quem é que despachou a meia dúzia de barris de cerveja e as inúmeras caixas de pacotes de “tintol”? E onde páram as centenas de bifanas e cachorros, o milhar de hambúrgueres, quilos e quilos de fruta, paletes de “sumois” e pazadas de café, que desapareceram como por encanto? Sem esquecer os apetitosos salgadinhos e deliciosos docinhos, que foi um ar que se lhes deu.”
 
 Reconheço, não querendo menosprezar os restantes elementos da Organização, que sem dúvida alguma, a equipa dos comes e bebes merece todo o meu apreço e elevados encómios. Por duas razões inquestionáveis. Primeira, porque trabalharam incansavelmente de sol a sol (de lua a lua) e segundo, se eu não os elogiasse, corria o risco de no próximo evento, não ter direito nem a uma sopinha azeda, hehe!
 
 Eu poderia enaltecer igualmente, a azáfama do grupo dos madrugadores, que de frontal e mochila às costas, desafiaram as alvoradas, percorrendo quilómetros nos mapas, em stressante contra-relógio, a colocar os 370 pontos necessários sem qualquer margem de erro, para que ninguém cometesse “mp” por ausência do “laranjinha”. Foram tão amigos, que decidiram abrir as dezenas de passagens nas vedações, para que não houvesse pele esfarrapada, equipamentos destruídos e super veteranos empoleirados.
 
 Ou realçar o papel dos controladores de trânsito e aparcamentos (o seu desempenho no Gamito e Entre Ribeiras foi deveras notável), verdadeiros engenheiros de espaços, que encaixaram umas largas centenas de veículos, onde apenas cabiam metade. Tendo ainda que dispor de um fair-play acima da média, de forma a aturar os queixumes dos que se sentiram penalizados, por terem chegado cedo e lhes ter sido indicado um estacionamento desadequado (eu também resmungaria, mas obedeceria contrariado, hehe!). Decisões de alguma maneira injustas, mas apenas por imperativos logísticos, não para os aborrecer com caminhadas desnecessárias (o que tem de ser, tem muita força).
 
 Se o pessoal conseguiu estacionar (mesmo onde não queria), efectuar os percursos sem questões de pontos “fugitivos”, dar aos dentes com qualidade e quantidade, também ia tomando conhecimento dos tempos realizados, fruto do trabalho especializado, minucioso, irrepreensível e invisível dos peritos informáticos. Se não analisou os “splits” ou leu as classificações atempadas, com certeza consultou o facebook, o site do evento ou o ori-blog, para se inteirar das últimas novidades. Os mais atentos e interessados, provavelmente já tinham gerido as informações, que a actualizada e bilingue speaker ia debitando.
 
 Alguém reparou, como em pouco mais de três horas e meia diárias, se “empurraram” para o terreno, mil e oitocentos participantes, de trinta e oito escalões diferentes, para percorrerem vinte e oito percursos, sem qualquer sobressalto, tudo na paz do Senhor, consequência natural de uma bem oleada máquina de partidas? Fazendo umas contas rápidas, sempre foram necessários organizar para cima de sete mil mapas e respectivas sinaléticas suplementares. É obra!
 
 Todavia, se as complicadas e extensas listas de partidas, que foram alvo de “751” condicionantes, “64” restrições e “n+1” pedidos de alterações, não provocaram grandes reparos, apenas se deve ao profissionalismo e ranger de dentes dos “santos” programadores (não sabem dizer não!)
 
 E por acaso, imaginaram as horas de trabalho (gratuito, saliente-se!) precisas, para colocar de pé todas aquelas magníficas Arenas e espectaculares zonas de chegadas? (mais uma hora de lavoura e entravam para o Guinness) Por falar em chegadas, não queiram saber quantas centenas de pacotes de bolachas digeriram, seus “monstros”! Nem ouso pensar nos panelões de chá consumidos, que até me dá ouras. Os aparelhos urinários devem ter ficado um mimo.
 
 Gostaram das t-shirts? Encontravam-se devidamente ensacadas, não concordam? A guloseima dos “bollycao” caiu-vos bem? Espero que sim, porque ainda existe pessoal a sofrer de pesadelos (saco…t-shirt…água…bollycao…saco…t-shirt…água…bollycao…saco…).
 
 Já agora, uma referência às simpáticas e voluntariosas “meninas” do secretariado, que durante os dias anteriores, fartaram-se de elaborar envelopes (para 405 clubes), tentando não atribuir nenhum peitoral errado e evitar que os participantes pagassem inscrições, que não lhes dissessem respeito (umas poliglotas de primeira linha). Controlar a contabilidade de todos os inscritos (exactamente 1.917!), oriundos de trinta e um países de três cantos do mundo (com um número de estrangeiros superior a 1.100), de maneira a que não faltasse qualquer euro, libra, rublo ou franco suíço, olhem que não dever ter sido nada fácil. Coitaditas! Nem abonos para falhas tinham.
 
 Ainda por cima, foi-lhes atribuída a responsabilidade da conferência e custódia das medalhas, troféus e lembranças, num total de três centenas, a distribuir pelos premiados e entidades, peças de estanho e cobre devidamente cunhadas com os símbolos do POM e NAOM (caso do WRE).
 
 Das meninas administrativas, para as de âmbito social. Durante os quatro dias, disponibilizámos amplos espaços para o “babysitting”, com o apoio de competentes e pacientes “educadoras” de emergência, que tomaram conta das criancinhas (vinte e tal por dia), para os papás e mamãs poderem desfrutar os mapas, sem correrem o risco de atascarem de preocupação.
 
 Uuuah! Que sono…volto já. (continua) 
  

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quinta-feira, 13 de agosto de 2020 – 03:37:41

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