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051 - Artigo

Agora que a Primavera já vai a meio e o Verão se aproxima a passos largos, é altura de, para muitos, voltar a retirar do armário as sapatilhas e a roupa desportiva. A temperatura amena convida à prática de exercício físico, e também é preciso não esquecer que as férias estão aí à porta, e estar em forma fica sempre bem, na altura de voltar a vestir o calção de banho ou o bikini. Esta será, porventura, a principal motivação para todos aqueles que nesta época do ano se lembram de fazer em dois meses aquilo que já deviam andar a fazer aos anos – Exercício físico regular. No entanto não deixa de ser uma boa altura para começar a mudar para um estilo de vida mais activo e saudável.
 
Um dos fenómenos que verificamos nesta período é o do aumento exponencial dos praticantes de caminhada. Um óptimo exercício, sem dúvida, mas será que é suficiente para os objectivos que pretende atingir? Será que a intensidade do seu esforço é suficiente para promover melhorias na sua condição física? Eu diria que, na maioria dos casos, não é! E porquê? Porque aquilo que se verifica normalmente nestas caminhadas são praticantes recreacionais, que seguem em grupos, conversando uns com os outros, demonstrando claramente que o seu esforço é muito moderado e até baixo. Ora esforços de nível reduzido dificilmente promovem resultados palpáveis, quer na melhoria da condição física, quer no desgaste calórico que induzem. Claro que isso também se reflecte em resultados pouco significativos, se o objectivo for perder peso. Se é adepto das caminhadas e pretende com isso promover melhorias na sua condição física, saúde e estética, tente realizá-las a um bom ritmo, de forma a sentir-se ofegante e com dificuldades em manter um diálogo com o seu parceiro(a). A transpiração também é um bom indicador do seu nível de esforço. Uma boa sugestão será caminhar no mínimo 30 minutos diários ou acumular 200 minutos semanais dentro de uma intensidade de esforço moderado, de acordo com os indicadores que referimos anteriormente.
 
Uma das formas mais adequadas de controlar o nível de esforço é recorrendo a um monitor de frequência cardíaca. Este aparelho, normalmente um relógio, regista as batidas do nosso coração, medindo assim a frequência cardíaca. Alguns modelos registam também o dispêndio calórico associado ao nosso esforço, o que também é um excelente indicador para quem pretende controlar o peso. Assim sendo, com um monitor de frequência cardíaca, se somos praticantes de caminhada ou jogging por exemplo, podemos estabelecer objectivos tais como a intensidade de treino desejada ou o consumo calórico que pretendemos atingir no final da nossa sessão. A título de referência, se o seu objectivo é o controle ou perda de peso, tente desgastar entre 150 a 400Kcal/dia, com exercício físico programado, recorrendo obviamente a um monitor de frequência cardíaca.
 
A verdade é que “a maioria das pessoas não está interessada em altos rendimentos desportivos, mas sim no seu bem-estar pessoal e na sua saúde. Para alcançar objectivos com a prática desportiva, seja ele qual for, é importante estar atento aos sinais do seu próprio corpo durante o treino. Está demonstrado que a frequência cardíaca é o único parâmetro medível de forma contínua, que proporciona uma ideia muito precisa da condição física e das suas possíveis modificações. Ao medir a frequência cardíaca pode-se controlá-la, tornando possível seguir um ritmo de exercício adequado, em função das condições e dos objectivos de cada pessoa. Desde sempre que os atletas profissionais têm tido em conta a informação sobre a sua frequência cardíaca. Hoje em dia e devido à generalização da prática desportiva, o controlo da frequência cardíaca é altamente recomendável para todos.” (Polar)
 
Razões para utilizar um monitor de frequência cardíaca:
·        O monitor de frequência cardíaca mede os batimentos cardíacos como um conta-rotações, dando informação sobre a intensidade do exercício;
·        A utilização de um monitor de frequência cardíaca facilita o estabelecimento de objectivos e torna-os mensuráveis;
·        Ajuda a melhorar o rendimento;
·        Torna mais fácil verificar as nossas progressões;
·        Ajuda a maximizar os benefícios do exercício, trabalhando por zonas alvo de treino;
·        Melhora a percepção do corpo e do esforço, principalmente para atletas iniciados;
·        Ajuda na motivação;
·        Minimiza os riscos da actividade física, principalmente em praticantes previamente sedentários e praticantes com limitações de saúde (com problemas cardíacos por exemplo).
 
No próximo artigo abordaremos a prática de exercício físico relacionada com as diferentes intensidades de frequência cardíaca.
Por fim, reforçamos a ideia que esforços baixos ou moderados não produzem grandes resultados. Por isso deixe-se de enganos e faça por ultrapassar a sua zona de conforto em todos os aspectos da sua vida, incluindo o exercício físico!
 
 

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018 – 12:25:10

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