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Hipismo

DISCIPLINAS EQUESTRES
 
Atrelagem
 
As competições de atrelagem são efectuadas por equipas (grupos de cavalos) de quatro cavalos, quatro poneis, dois cavalos, dois poneis e um cavalo ou um ponei. Existem 3 tipos de competição que podem ser combinados: Ensino, Maratona e Condução em obstáculos.
 
No teste de Ensino, a liberdade e regularidade dos paços, a facilidade e harmonia de movimentos, e a impulsão e correcto posicionamento do cavalo nos movimentos são julgados.
 
O condutor é julgado pelo seu estilo, habilidade de condução e comando geral da sua equipa.
 
A maratona é um circuito num máximo de 22 km dividido em 5 secções, incluindo obstáculos naturais como curvas apertadas, água e descidas de inclinação acentuada e obstáculos artificiais. É tido em conta para avaliação a condição física dos cavalos bem como o controlo dos cavalos por parte do condutor.
 
A condução em obstáculos tem lugar numa arena fechada e testa a condição física dos cavalos depois da maratona, num circuito que inclui um máximo de 20 obstáculos (cones). O veículo e os cavalos têm de passar entre as bandeiras defenindo cada obstáculo. A competição pode ser dirigida para o número de obstáculos derrubados ou em contra-relógio
 
 
C. C. E.
 
O Curso Completo de Equitação (C.C.E.), é uma competição combinada que requer do cavaleiro experiência em todos os ramos da equitação. Exige velocidade e polivalência, tanto do cavalo como do cavaleiro.
 
 A combinação do Ensino, Raide e Salto de obstáculos, é o resultado de um esforço de uma equipa de dois atletas, que têm sem dúvida uma grande confiança um no outro.
 
Depois de um inicial teste veterinário ao cavalo, competidores e cavalos efectuarão um teste de Ensino. este teste consiste numa combinação de movimentos pré-concebida dentro de uma área de 60 x 20 m.
 
O ponto alto de todo o evento é o segundo teste, a fase do endurance, que desafia a velocidade, resistência e habilidade em saltos do cavalo, mas também a coragem e o conhecimento do cavaleiro. É composta por quatro fases: um aquecimento "estradas e trilhos", um teste de velocidade seguido de uma recuperação efectuada novamente em "estradas e trilho".
 
Depois de uma paragem que inclui mais uma inspecção veterinária, vem aquilo que é considerado como mais interessante pelos espectadores: o circuito todo-o-terreno.
 
Geralmente consiste em 25 obstáculos sólidos ( 30 a 40 esforços de saltos ) em cerca de 6 km de solo irregular.
 
O teste dos saltos tem lugar no último dia e depois de um terceiro teste veterinário. O objectivo desta fase é provar que o cavalo depois do dia do endurance continua enérgico o suficiente para saltar um circuito com doze obstáculos não fixos.
 
 
Ensino
 
A história do cavalo neste canto da Europa remonta aos primórdios da própria existência do Homem, tendo acompanhado quase todos os momentos importantes da nossa vida como Nação independente e despertando crescente interesse nos tempos que agora vivemos.
 
A equitação quer como modalidade desportiva quer como actividade de lazer quer ainda como moderna terapia em variadas circunstancias clínicas, congrega felizmente cada vez mais praticantes sobretudo entre os mais jovens. Entre as várias vertentes da equitação que se pratica em Portugal, (porque muitas outras existem espalhadas por todo o nosso planeta), vamos aqui dedicar particular atenção à "DRESSAGE" : uma espécie de mestrado como é de uso no ensino universitário.
 
Esta disciplina exige alguns conhecimentos para que possa ser devidamente apreciada pela generalidade dos seus espectadores. É reconhecidamente a base de toda a Equitação. No essencial, exige uma ligação perfeita entre cavalo e cavaleiro demonstrada perante um Júri que aos diferentes exercícios atribui classificações conforme critérios bem definidos e de grande rigor.
 
A atitude do cavalo, a submissão ao cavaleiro, a calma, a correcção e amplitude dos movimentos correspondentes aos diversos exercícios a que se adiciona no que respeita ao cavaleiro que se deve apresentar com irrepreensível indumentária, perfeita postura e exercendo as acções de comando de uma forma quase imperceptível, contam para uma classificação por pontos, atribuída por juízes, regulamentarmente posicionados na pista.
 
È extraordinariamente interessante poder acompanhar as provas desta disciplina desde que se tenha um mínimo de conhecimentos mas por vezes quase que é suficiente estar-se dotado de um apurado sentido estético tal a beleza que ressalta da evolução dos conjuntos.
 
É apaixonante observar os conjuntos praticando dos difíceis exercícios desde as transições nos três andamentos - passo trote e galope - passando por, dentro de cada andamento, exercícios específicos consoante o grau de dificuldade imposto pelo tipo de prova, tudo sem que se note em demasia as acções do cavaleiro que só atingirá tal perfeição após muito estudo e sobretudo muito trabalho com o animal com que se apresenta a concurso. As provas de DRESSAGE têm vários níveis de dificuldade que correspondem ao nível de ensino e aptidão do cavalo e cavaleiro e por conseguinte apresentam exigências bem diferenciadas assim permitindo a participação de cavalos e cavaleiros desde juvenis ou principiantes, até ao nível olímpico (desde 1912) ou à competição internacional onde se busca a perfeição total.
 
 
Equitação Terapêutica
Equitação para pessoas com disfunções diversas
 
EQUITAÇÃO TERAPÊUTICA destina-se a pessoas portadoras de deficiências diversas ou necessidades especiais cujas características exigem uma abordagem especialmente adaptada às suas necessidades. Tem como objectivo ajudar a desenvolver as suas capacidades físicas e psíquicas, proporcionando-lhes através da equitação e do relacionamento com o cavalo uma melhor integração na sociedade e, consequente, melhor qualidade de vida.
 
A Equitação Terapêutica exige uma constante atenção a questões de segurança a fim de garantir o bem-estar do cavaleiro. É essencial que haja um acompanhamento médico de cada caso, pois existem algumas contra-indicações à prática de equitação. Contudo podemos realçar algumas das vantagens que esta actividade proporciona a pessoas portadoras de deficiência:
- Melhoria da circulação sanguínea e do funcionamento do sistema respiratório.
- Melhoria do equilíbrio, coordenação, lateralidade e postura;
- Melhoria da auto-estima e da imagem de si próprio;
- Aumento da motivação e aprendizagem de novas competências.
 
Para que estes objectivos sejam plenamente conseguidos, é necessário que a Equipa Terapêutica trabalhe de forma integrada e multidisciplinar, sendo composta por profissionais de diversas áreas, incluindo docentes de equitação terapêutica, médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, professores de ensino especial e de educação física, assistentes sociais, voluntários, ou até a família dos próprios assistidos.
 
Equitação Terapêutica é um termo genérico que inclui também outras actividades nas quais o cavalo constitui o meio terapêutico; é o caso da HIPOTERAPIA que, aproveitando os estímulos produzidos no corpo do cavaleiro pelo o cavalo em andamento visa alcançar melhorias em termos neuro-musculares. Apenas poderá ser praticada por um fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional devidamente habilitado, auxiliado por um docente de equitação terapêutica e um auxiliar lateral.

Antes de iniciar esta actividade é exigida uma autorização médica especializada.
 
A EQUITAÇÃO ADAPTADA refere-se à vertente competitiva, que encontra o seu expoente máximo nos Jogos Paralímpicos nas modalidades de Paradressage e Atrelagem. Em Portugal a Paradressage é regulamentada e organizada pela Associação Portuguesa de Dressage.
 
Equitação de Trabalho
 
A Equitação de Trabalho é uma modalidade equestre baseada na equitação tradicional de cada país, mantendo e conservando as suas diferentes tradições, nomeadamente no uso do traje e arreios, e em que o cavaleiro utiliza apenas uma mão na condução da sua montada. Foi concebida para destacar o tipo de monte utilizado nas diferentes vertentes do trabalho de campo.
 
Como modalidade equestre, a Equitação de Trabalho foi criada pelos italianos e, a nível internacional, deu o seu primeiro passo com a realização do primeiro campeonato europeu que decorreu em Itália, em 1996, tendo vindo a alcançar, desde isso, uma grande universalidade nos círculos do hipismo mundial.
 
Em 1997, foi organizado o II Campeonato da Europa de Equitação de Trabalho, que, além dos países fundadores (Itália com os “maremenhos”, França com os “cavaleiros camargueses”, e Espanha com a “doma vaquera”) contou com a primeira participação de Portugal com os cavaleiros da Equitação Tradicional Portuguesa.

A COMPETIÇÃO...E AS ETAPAS
 
Constituído por diferentes etapas, um concurso de Equitação de Trabalho prolonga-se normalmente por três dias. Começa por uma prova de ensino, onde o cavaleiro tem que executar determinados exercícios num rectângulo de 40 x 20 m, julgados por um júri, à semelhança do que acontece na “Dressage”.
 
A segunda etapa é a maneabilidade, uma prova de obstáculos onde se simulam algumas dificuldades que o cavaleiro poderá encontrar no seu dia-a-dia de labuta no campo, e que este terá que transpor, de acordo com critérios pré-definidos. Nesta prova, julga-se a atitude, confiança e forma natural como os obstáculos são transpostos.
 
A velocidade é a terceira etapa. Esta prova desenrola-se sobre um percurso idêntico ao da maneabilidade, onde não é avaliada a atitude mas sim a velocidade, em sistema de contra-relógio, fazendo com que esta prova seja a mais espectacular e atraia muito público.
 
A quarta etapa, disputada exclusivamente por equipas, é a prova da vaca, onde um grupo de cavaleiros terá que tirar de uma manada de bezerras, um animal previamente sorteado, e colocá-lo numa zona demarcada para o efeito, deixando todos os restantes animais na zona inicial.
 
 
ESCALÕES
 
CAVALEIROS
*Consagrados – cavaleiros com mais de 19 anos que concorrem há pelo menos um ano com a mesma montada.
*Juvenis (sub-16) – cavaleiros com idade inferior a 16 anos.
*Juniores (sub-20) – cavaleiros com idade inferior a 20 anos.
 
CAVALOS
*Debutantes – para os animais que participam pelo primeiro ano neste tipo de prova.

CAVALOS E CAVALEIROS MASTERS
Cavalos de grande nível de ensino e cavaleiros com idade mínima de 20 anos. 
 
 
Horseball
 
O horseball nasceu em França, nos anos 70. Em 1990 o desporto chegou a outros paises europeus, entre os quais Portugal, com o primeiro Campeonato da Europa a ser disputado em 1992. Actualmente, oito nações participam activamente no desenvolvimento do horseball: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Itália, Portugal e Reino Unido.
 
Duas equipas, de quatro jogadores cada, participam num jogo de horseball, necessitando de apanhar a bola do chão, sem desmontar. Tendo a posse de bola, a equipa precisa de efectuar três passes, entre três jogadores diferentes, antes de poder rematar e marcar golo. Através de um jogo de ataques e defesas, as equipas procuram marcar golos nas balizas colocadas nas extremidades do campo, que tem uma dimensão de 65 x 25 metros.
 
 
Saltos de Obstáculos
 
A prova de saltos de obstáculos é uma competição em que o conjunto cavaleiro - cavalo é julgado segundo várias condições num percurso, de obstáculos.
 
 Estas provas têm por finalidade demonstrar pelo cavalo a franqueza, a potência, a obediência, a velocidade e o respeito pelo obstáculo ou prioritariamente, algumas destas características, e pelo cavaleiro a qualidade da sua equitação.Se o concorrente comete certas faltas, como derrube de obstáculos, desobediências, exceder o tempo concedido, etc., encorre em penalizações.
 
 Será vencedor da prova o concorrente que tiver menos penalizações, fizer o percurso mais rápido ou somar maior número de pontos, conforme o tipo da prova.Na modalidade de Saltos de Obstáculos, o conjunto cavalo/cavaleiro é examinado sobre um percurso de obstáculos, em várias condições.
 
 O objectivo é demonstrar a atitude do cavalo e a destreza do cavaleiro.Sempre que é cometido um erro (derrube de um obstáculo, recusa, excesso de tempo, erro de percurso, queda do cavalo e/ou do cavaleiro, ajuda não autorizada) o conjunto incorre numa penalidade.
 
Existem diversos tipos de provas e, conforme o tipo de prova, vence aquele conjunto que comete o mínimo de penalidades, ou completa o percurso no tempo mais rápido, ou, nalguns casos, conquista o maior número de pontos.
 
São inúmeros os tipos de provas existentes: Sem cronómetro, onde o tempo gasto a cumprir o percurso não é determinante para a classificação final, ao Cronómetro, em que a velocidade é determinante para a classificação final, com Barrage, em que os conjuntos em igualdade de pontos no 1º percurso, desempatam num percurso reduzido, com base nas penalizações e tempo, de Potência, um máximo de quatro barrages onde as dimensões dos obstáculos são sucessivamente aumentadas, Dificuldades progressivas, Estafetas e muitas outras.
 
Hoje em dia, a nível nacional os Concursos de Saltos de Obstáculos (CSO's), dividem-se em Concursos de Saltos Nacionais de categoria A (CSN A), de categoria B (CSN B) e de categoria C (CSN C) e Festivais.
 
A nível internacional existem os Concursos de Saltos Internacionais Oficiais (CSIO) e os Concursos de Saltos Internacionais de categoria A (CSI A), de categoria B (CSI B) e de categoria C (CSI C)
 
 
Raides
 
O Raide é uma competição Contra-Relógio para testar a velocidade e a resistência de um cavalo. Ao mesmo tempo deve demonstrar os conhecimentos do cavaleiro em relação ao uso do seu cavalo. A performance do cavalo em vários tipos de solo e quando defrontado com os vários obstáculos naturais é significante para determinar a educação do cavalo bem como a relação cavalo/cavaleiro.
 
A competição consiste num número de fases. No final de cada fase (em príncipio, cada 40 Km) terá lugar uma inspecção veterinária organizada num desconto de tempo ( o desconto de tempo tem início quando o batimento cardiaco por minuto do cavalo está em 64 ou menos batimentos; até esse momento a cronometragem do raide continua a contar). As fases podem ser divididas em dois ou mais dias.
 
O percurso não deve conter mais de 10% de trilhos em piso duro.
 
A parte mais exigente do percurso não deve ser no final da prova.
 
Para competições com mais de um dia, a distância média mínima em normais eventos internacionais é de 80 km e num evento oficial 100 km. Para um campeonato de um dia de competição, a distância é normalmente de 160 km e o tempo vencedor está entre as 10 e as 12 horas.
 
 
Turismo Equestre/TREC
Técnicas de Randonnée Equestre de Competição
 
Criada em França, em 1985, esta modalidade tem como objectivo desenvolver o ensino do cavalo e conferir aos praticantes uma maior autonomia que lhes permita viajar a cavalo com mais segurança.
 
A disciplina desenvolveu-se a partir do aperfeiçoamento do ensino do cavalo de sela, tendo em conta as dificuldades naturais de percurso que, aliadas às dificuldades de orientação, perturbam um simples passeio ou randonnée. É neste ponto que incide a avaliação de um “cavalo de TREC” e do cavaleiro, que terão que saber por onde e como desejam fazer um passeio, sem se perderem, controlando os andamentos, por forma a retirar o melhor partido das qualidades naturais ou adquiridas através do ensino.

Praticada um pouco por todo o mundo, esta modalidade mobiliza um grande número de praticantes, cujas idades variam entre os 12 e os 75 anos.
 
Em termos de provas, o TREC inclui três exercícios que se caracterizam, sobretudo, pelo respeitar das velocidades impostas, que são penalizáveis por excesso ou por defeito:
 
1 - Percurso de Orientação e Regularidade
Nesta prova, o ponto chave é seguir o itinerário marcado numa carta, respeitando as velocidades impostas, nas várias condições topográficas possíveis. O traçado varia entre 12 e 60 km, onde os concorrentes são surpreendidos por postos aleatórios de controlo de velocidade. Esta deve situar-se entre os 5 e 12 km/h.
 
2 - Percurso por Terreno Variado
Disputada parte a cavalo e parte a pé, ao longo de 2 a 5 Km. Os concorrentes terão que ultrapassar 12, 16 ou 18 dificuldades que podem variar entre saltar um tronco derrubado, galopar sob fasquias soltas, passar uma ponte estreita sobre um riacho, entre outras.
 
3 - Medição de Andamentos
Neste exercício é apreciado o ensino do cavalo, em que são cronometrados o galope mais lento e concentrado e o passo mais amplo e rápido possíveis.
 
Antes, ao longo das provas e mesmo no final, é feita uma inspecção e o equipamento utilizado é sujeito a avaliação. Tudo é inventariado, desde os ferimentos inesperados, à medicação, passando pela comodidade dos arreios, a ração, a água ou as bússolas e as lanternas utilizadas.

É ainda de referir que o TREC é uma disciplina de competição bastante económica e que não exige da parte do cavaleiro e do cavalo níveis exigentes de preparação.
 
  

Periodicidade Diária

domingo, 21 de julho de 2019 – 23:33:00

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