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Comunicado da Federação de Andebol de Portugal

 

Assunto: Comunicado da Direção do Futebol Clube do Porto de 05 de Novembro 2018 e declarações proferidas por dirigentes do clube no programa “Universo Porto”, emitido no Porto Canal na mesma data

 

Relativamente ao assunto identificado em epígrafe, cumpre à Direção da Federação de Andebol de Portugal (FAP) transmitir e esclarecer o seguinte:

 

1. Repudiam-se em absoluto e lamentam-se profundamente o teor de tais declarações, altamente lesivas para a imagem e integridade do Andebol Português, e manifestamente ofensivas do seu bom nome, dos Dirigentes, Árbitros e titulares dos órgãos federativos;

 

2. As competições desportivas organizadas pela FAP, bem como a organização das Seleções Nacionais, têm decorrido com toda a normalidade e em observância com os princípios universais, comummente aceites, da igualdade, verdade desportiva, integridade e ética desportivas, dos quais o Andebol Português e a FAP têm sido- como é amplamente reconhecido a nível nacional e internacional- privilegiados embaixadores;

 

Com efeito,

 

3. Não se vislumbram quais os indícios que o Clube recolhe da realidade para invocar, erradamente, tais factos. O verdadeiro e real estado atual da modalidade demonstram exatamente o contrário do que é invocado. O Andebol Português tem vivido, nos últimos anos, momentos de excelência, de que são meros exemplos, a qualidade da participação dos clubes nas competições europeias, a participação de todas as Seleções jovens nas fases finais dos Campeonatos da Europa e do Mundo (pela primeira vez na história), o 2.º lugar da Seleção de Andebol de Praia Masculina nos Jogos Olímpicos da Juventude, ou a conquista do lugar de vice-campeão da Europa de Clubes de Andebol de Praia, da equipa feminina “GRD Leça - apostaganha.com”, para além dos últimos resultados da Seleção A Masculina, que iniciou  vitoriosa o caminho de acesso à fase final do Europeu 2020 que todos desejamos. Este trabalho é, naturalmente, de muitos agentes, mas onde os clubes têm um papel fundamental e imprescindível;
 
4. Por outro lado, tendo a Direção da FAP tomado conhecimento de notícias que poderiam configurar alegados ilícitos de natureza criminal, efetuou no imediato, no dia 16 de Maio de 2018, denúncia obrigatória ao Ministério Público nos termos legais, tendo na sequência de tal denúncia, no passado dia 21 de Junho de 2018, recebido uma comunicação da PGR transmitindo que a participação foi reencaminhada para a Sra. Procuradora Distrital do Porto;
 
5. Mais, participou tais factos aos órgãos competentes da FAP, nomeadamente ao Conselho de Disciplina, para o apuramento de eventuais responsabilidades de natureza disciplinar, decorrendo o processo, de natureza secreta, os seus normais termos, sem demoras nem precipitações injustificadas e com vista à total dilucidação dos factos;
 
6. Bem sabe o Futebol Clube do Porto que assim é, pois em resposta ao s/ ofício de 13 de Agosto de 2018, a Direção e o Conselho de Disciplina da FAP esclareceram as questões colocadas em 3 de Setembro de 2018, que agora aparecem repisadas para a opinião pública. E bem sabe também que não houve da parte da FAP e dos seus órgãos, qualquer silêncio nem uma “paz podre” - bem pelo contrário- e o facto de não terem sido, entretanto, divulgadas publicamente quaisquer eventuais diligências, ou atos, não significa que nada tenha sido produzido ou realizado. Aliás e se assim fosse, também da não divulgação pública de atos ou diligências produzidas no seio e âmbito do Inquérito criminal acima referido, que corre termos na Procuradoria Distrital do Porto, se teria que retirar a consequência que nada foi feito;
 
7. Tal inquérito corre os seus termos na Procuradoria sob segredo de justiça e a FAP, enquanto denunciante e interessada, aguarda pelo decurso de tais investigações para, sem prejuízo do que venha a ser apreciado e decidido no âmbito do Conselho de Disciplina, poder adotar, relativamente a eventuais agentes desportivos filiados na modalidade, as decisões e medidas que ao caso forem as mais adequadas;
 
8. Como bem sabe o Clube, a FAP e os seus órgãos sociais sempre se pautaram pelo rigor, seriedade e idoneidade dos seus atos, pelo que não patrocinará julgamentos sumários em praça pública. 

 

9. Termos que se revelam graves e inaceitáveis as declarações agora produzidas por dirigentes do Clube, no sentido de, entre outras, se verificar uma “ (…) intenção de prejudicar” as equipas do Clube, ou que os órgãos federativos retirem “(…) o principal capital de valorização: idoneidade”, ou que em “(…) todas as jornadas sentamo-nos sobre um barril de pólvora.” Tais declarações são manifestamente violadoras das normas legais em vigor quanto ao regime jurídico da Violência no Desporto, pois não só poderão perturbar o normal funcionamento das competições, como poderão potenciar a ocorrência de distúrbios em recintos desportivos, nomeadamente no recinto desportivo do Futebol Clube do Porto, os quais a verificarem-se em consequência de tais declarações, serão da responsabilidade originária do Clube e seus dirigentes;
 
10. Atento o teor de tais declarações, a Direção da FAP efetuou uma participação, no dia de hoje, ao Conselho de Disciplina;
 
11. A FAP tem apostado e investido na formação de todos os agentes da modalidade: treinadores, oficiais e árbitros, de forma consistente e determinada, como se comprova pelos planos de ação aprovados e concretizados; e a nomeação e a participação de muitos agentes - oficiais e árbitros, para as principais provas internacionais, seja entre clubes ou entre países, é prova da qualidade dos mesmos; Simultaneamente, a nomeação de duplas de arbitragem para provas da EHF, IHF, Campeonatos da Europa e até para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, confirmam a atenção e acompanhamento do seu trabalho, por parte dos organismos internacionais;

 
12.  A FAP sempre pugnou e pugnará a sua ação por princípios éticos e de rigor desportivo, não podendo aceitar que esses mesmos princípios sejam colocados em causa, por quem quer que seja, e conta com todos os clubes, onde o Futebol Clube do Porto naturalmente se inclui, para colocar o Andebol português num patamar ainda mais elevado do que está atualmente, seguindo os princípios acima referidos. 


Sabemos que é isso que todos os  adeptos e agentes da modalidade pretendem.


A Direção

 

 

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segunda-feira, 19 de novembro de 2018 – 14:12:53

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