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Portugal sobe à Primeira Liga

 

 

Feito obtido no ano em que apenas uma equipa tinha direito à subida!

 

Portugal conseguiu um feito inédito na sua história ao conseguir subir à SuperLiga do Campeonato da Europa de Nações .

 

Na competição disputada em Sandnes, na Noruega, com todo o público e dirigentes à espera de um triunfo da formação da casa, Portugal, pé ante pé, foi surgindo na liderança (que foi sua desde a primeira jornada…) e soube gerir essa vantagem com abnegação e entrega, mostrando um espírito de equipa fundamental para a onda positiva que foi alastrando em cada desempenho individual que surgiu num todo.

 

Portugal terminou com 21 pontos de vantagem sobre a Bielorrússia, só perdendo dois pontos da vantagem que trazia no final da segunda jornada.

 

Foram vários os atletas que se destacaram, Pedro Pichardo, que participou na primeira prova do programa no estádio, neste terceiro e último dia de provas da Primeira Liga do Campeonato da Europa de Equipas e não deixou os seus créditos por “pernas alheias” e abriu o concurso com 16,94 metros.

 

A chuva e o frio não deixaram os concursistas expressarem-se da melhor forma e Pichardo acabou mesmo por vencer, mas com um salto a melhorar quatro centímetros a sua abertura.

 

Para ele foi uma estreia com a camisola de Portugal. «Foi a primeira prova por Portugal, resultado não foi bom, o frio e a chuva não deixou que fosse melhor, mas o mais importante foi a vitória para a equipa», referiu o atleta que desde agosto é oficialmente português em todas as competições internacionais.

 

Esta foi uma estreia absoluta para o atleta numa competição por países destas caraterísticas. «Foi surpreendente, não vou negar, achava que seria outro ambiente, mas cheguei cá e mal começaram a competir, fiquei surpreendido. Estão a faze um bom trabalho. Confesso que estava à espera e queria muito fazer o melhor para ajudar a equipa a subir à superliga», referiu o atleta português que até foi eleito o melhor atleta da competição, recebendo a devida distinção.

 

Ainda não se tinha esfumado o triunfo de Pedro Pichardo e já André Pereira se mostrava, liderando a prova de 3000 metros obstáculos, marcando ele as decisões, para terminar em segundo lugar.

 

Um dia depois do seu aniversário, este «foi um dia especial. Queria um ritmo mais rápido, porque não demasiado, pois sinto que não estou com velocidade final como no ano passado, coloquei um ritmo que fosse confortável para me sentir forte. Tentei vencer, mas o norueguês tem um recorde pessoal dez segundos mais rápido e foi melhor que eu», referiu o atleta, empolgado com a sua prestação e a dos restantes compatriotas.

 

Ainda a conversa com André Pereira ía a meio e já Lorene Bazolo surpreendia com uma vitória nos 200 metros, terminando assim a sua “maratona” de competições, depois das eliminatórias de 100 e 200 metros, estafeta 4x100m e ainda a final dos 200 m.

 

«É mesmo uma “maratona”, mas foi um desafio que aceitei com muito gosto, sabia que seria difícil, principalmente na primeira jornada, que tinha apenas 26 minutos de intervalo, mas aceitei este desafio com enorme gosto. Agora ainda vou fazer mais para torcer por todos para subirmos à superliga», disse a atleta no final.

 

Uma das muitas estreantes na equipa, Mariana Machado, surgiu de surpresa na convocatória dos 5000 metros e foi uma das atletas que acabou por mostrar a “garra” de uma nova geração com “fome” de mostrar serviço. «Uma estreia excelente!», disse a atleta, acrescentando que «sabia que era capaz de fazer as duas provas se fossem táticas. Podia surgir algum imprevisto, mas a prova foi ao encontro das minhas expetativas e consegui dar o meu melhor para contribuir com os pontos suficientes para subirmos. Espero que valha a pena», disse a atleta antes de saber da classificação final, pedindo que «deem valor a esta equipa. Temos aqui muitos jovens, que daqui por dois anos poderão competir entre os melhores da Europa!».

 

Outra atleta a dobrar foi Evelise Veiga, agora no salto em comprimento, onde foi segunda classificada, com mais dois saltos a 6,61 metros! «Estou feliz por ter contribuído com estes pontos, claro que queria a vitória, mas a primeira classificada é uma adversária à altura, mas estou muito feliz com a minha marca, acho que já nem sei quantas vezes saltei 6,61 (seis!), o que é sinal de consistência e regularidade, acreditando que uma boa marca está próxima».

 

No final da competição, já depois da festa e de ter sido brindado com um “mergulho” na vala de água, Jorge Vieira, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, afirmava estar «num grande misto de sentimentos. Por um lado era inesperado, até os melhores analistas reservavam-nos a permanência na primeira Liga. Em todos nós há a secreta esperança de que era possível ganharmos e desta vez tudo se conjugou, nesta equipa muito jovem e coletiva».

 

Para o presidente da FPA, este resultado inédito, «atendendo às circunstâncias de mudança da competição, deixa Portugal a fazer parte dos oito melhores da Europa e significa muito para o desenvolvimento da modalidade. Este resultado é fruto do trabalho de clubes, treinadores, associações, atletas e o investimento das suas famílias. São pequenos elementos que contribuiram para este desfecho. Naturalmente temos de reconhecer ainda o papel preponderante dos que nos ajudam no dia a dia, como o próprio Estado, que nos financia para ao nosso desenvolvimento. Todos estão de parabéns e sabemos que agora temos uma grande responsabilidade pela frente».

 

Resumo dos resultados dos portugueses:

 

Vara – Marta Onofre, 6ª, 4,11 m (pista coberta)

Triplo – Pedro Pablo Pichardo, 1º, 16,98 (+1,8 m/s)

110 m barreiras – Rasul Dabo, 7º, 14,37 s (-1,3 m/s)

100 m barreiras – Olímpia Barbosa, 6ª, 13,63 s (-1,1 m/s)

Disco – Francisco Belo, 10º, 53,32 m

Vara – Diogo Ferreira, 4º, 5,26 m

800 m – Nuno Pereira, 5º, 1.50,44 m

1500 m – Salomé Afonso, 4ª, 4.51,77 m

Peso – Eliana Bandeira, 5ª, 16,04 m

3000 m obst. – André Pereira, 2º, 8.53,60

Altura – Anabela Neto, 5ª, 1,79 m

200 m – Lorene Bazolo, 1ª, 23,78 s (-2,2 m/s)

200 m – Diogo Antunes, 5º, 21,32 s (-2,0 m/s)

5000 m – Mariana Machado, 2ª, 16.01,14 m (melhor marca europeia sub20 do ano)

Comprimento – Evelise Veiga, 2ª, 6,61m (+2,8 m/s)

Dardo – Leandro Ramos, 8º, 69,36 m

3000 m – Isaac Nader, 6º, 8.11,23 m

4x400 m – Portugal (Rivinilda Mentai, Dorothé Évora, Vera Barbosa, Cátia Azevedo), 2º, 3.33,95 (melhor marca do ano)

4x400 m – Portugal (Mauro Pereira, Ricardo dos Santos, Diogo Pinhão, João Coelho), 5º, sem marca (falha na cronometragem eletrónica)

 

Classificação coletiva:

 

1º Portugal, 302 pontos (sobe à SuperLiga);

2º Bielorrússia, 281;

3º Noruega, 269;

4º Holanda, 259;

5º Turquia, 245;

6º Bélgica, 241;

7º Irlanda, 227.

 

Descem à segunda Liga:

 

8º Roménia, 225,5;

9ª Hungria, 223;

10º Eslováquia, 186;

11º, Lituânia, 173,50.  

 

 

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019 – 16:35:09

 

 
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