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Porsche 911 de 1966 integra colecção do Museu do Caramulo

 

 

O Museu do Caramulo integrou, na sua exposição permanente de automóveis, um Porsche 911 de 1966, o mais famoso e popular modelo da marca alemã de supercarros.


Para Tiago Patrício Gouveia, Director do Museu do Caramulo, “o Porsche 911 é um marco incontornável na história automóvel e que deve estar presente em qualquer colecção. Este modelo veio juntar-se ao 911 da versão 2.4 E, de 1973 e temos a certeza que será mais um atractivo para os nossos visitantes, pois o Porsche 911 é considerado o clássico dos clássicos.” E acrescenta “Além disso, é um automóvel que se presta muito a participar em provas, pela sua fiabilidade e performance, pelo que não será difícil ver este exemplar a rodar na Rampa do Caramulo ou noutras provas que o Museu do Caramulo participe num futuro próximo”.


O Porsche 911 de 1966 reforça, assim, o “núcleo Porsche” da colecção do Museu do Caramulo que passa a contar com seis modelos de quatro décadas diferentes.

Sobre o Porsche 911 (1966)


Sucessor do Porsche 356, o modelo 911 pegava nos principais atributos do popular desportivo e multiplicava-lhe benefícios. Maior, mais largo, dispondo de uma carroçaria mais rígida e, acima de tudo, beneficiando de um novo e mais potente motor boxer, o 911 2.0 Coupé rapidamente entrou no léxico dos adeptos da marca germânica.


O protótipo do modelo foi apresentado publicamente pela primeira vez no Salão de Frankfurt de 1963, e instantaneamente cativou o público. Baptizado de 901 – apenas para ser rebaptizado 911 no lançamento comercial em 1964 devido à disputa do nome por parte da Peugeot – o coupé fazia uso de um novo motor seis cilindros boxer, com dois litros de capacidade, capaz de 130 cavalos de potência. O suficiente para uma velocidade máxima de 210 km/h. Tal como no 356, o novo Porsche 911 era caracterizado pela qualidade dos acabamentos e dos materiais utilizados no habitáculo, mas principalmente pela tecnologia mecânica utilizada. Aplicando o motor boxer atrás do eixo traseiro, os técnicos alemães evoluíam a carroçaria tipo monobloco, mas também a suspensão e sistema de travagem, criando um coupé com verdadeira apetência desportiva.


A constante evolução protagonizada pela Porsche levou à apresentação, em 1966, da versão 911 S, a primeira a ser equipada com as famosas jantes Fuchs em liga leve. No final desse ano a novidade era a nova carroçaria Targa, uma primeira tentativa de transformar o 911 em descapotável, com um roll bar permanente a servir para melhorar a segurança passiva. Em 1969 o Porsche 911 via a cilindrada do seu motor boxer subir para os 2,2 litros, não sem antes ter sido adaptada a caixa semiautomática Sportomatic, de quatro relações, em 1967.


De acordo com os registos de fábrica, este Porsche dado como completo em Outubro de 1966. Lacado de Verde Irlandês, o modelo terá sido especificado com os opcionais vidros fumados, tampões com escudo, retrovisor esquerdo, jantes cromadas e auto-rádio Blaupunkt Frankfurt. Utilizando o seis cilindros boxer Porsche tipo 901/05, com dois litros de capacidade e 130 cavalos de potência às 6.100 rotações, o coupé com a matrícula LB-78-87 está equipado com a correcta caixa manual de cinco velocidades tipo 902/1. Em Setembro de 2012 o veículo foi reconhecido pela Porsche Ibérica com um Certificado de Autenticidade.


Ficha técnica
1966
Alemanha
130 CV
6 cilindros
1.991 cc
5 velocidades
1.080 Kg
210 Km/h
Chassis #306234
Motor #909691
Imagens disponíveis

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quinta-feira, 17 de outubro de 2019 – 23:08:30

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