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Volvo Ocean Race - Trabalho duro, quente e lento nos Doldrums

 

À medida que a 4ª etapa da Volvo Ocean Race aproximou-se da metade do percurso, todas as memórias do frio dos Mares do Sul frio foram rapidamente esquecidas.

 

Cada milha que a frota sobe para norte no Pacífico Sul, a temperatura do ar e da água também aumentam. 

 

Muitos foram os dias em que era necessário usar camadas de roupa à prova de intempéries, numa tentativa desesperada de permanecer quente e seco.

 

Em vez disso, ao sétimo dia da etapa de 6.000 milhas de Melbourne para Hong Kong, os velejadores da Volvo Ocean Race estão a lutar contra o calor extremo, quando estão quase no equador. 

 

A falta de vento nos Doldrums só aumenta o problema, atrasando o seu progresso através de uma das zonas climáticas mais difíceis para os velejadores.

 

Normalmente, os ares mais leves permitem que as tripulações descansem antes do próximo embate, mas não há como respirar com este calor - é mais quente dentro do barco do que está no convés.

 

“Provavelmente, estão uns agradáveis e confortáveis 50 graus dentro do barco e cerca de 47,48 no convés", disse Phil Harmer, do Vestas 11th Hour Racing, com um sorriso irónico. "A temperatura do mar é de 32 graus - é um prazer. Mesmo as pessoas que não estão de guarda querem ficar lá em baixo.

 

No Team Sun Hung Kai / Scallywag, Ben Piggott, o mais jovem tripulante da frota com apenas 21 anos, acrescentou: "É refrescante poder sentar-se no convés e não usar cinco camadas de roupas, mas ao mesmo tempo é tão frustrante porque "Não vamos a lugar nenhum!!!”.

 

As velocidades estonteantes do início da etapa também podem ser uma memória distante, mas a regata continua a aquecer.

 

Às 1300 UTC, o Turn the Tide on Plastic da Dee Caffari é o barco mais ocidental da frota, com o Vestas, AkzoNobel, Dongfeng e o MAPFRE, todos alinhados ao longo de 15 milhas.

 

Na frente estão tão perto, que a maioria dos barcos está à vista uns dos outros depois de intensas 3.000 milhas oceânicas.

 

O Brunel estava a apenas 11 milhas diretamente atrás do Turn the Tide, enquanto o Scallywag estava a cerca de 30 milhas.

 

Embora Hong Kong fique a cerca de 3.000 milhas a noroeste da frota, o objetivo a curto prazo é chegar ao norte o mais rápidamente possível para alcançar os ventos alísios. 

 

Uma vez que encontrem esta brisa estável, as equipas podem apontar os seus barcos para a esquerda, carregar nos aceleradores e começar a bater as milhas até o final da 4ª etapa. Mas, tudo isto ainda está a 36 horas de distância.

 

4ª etapa - Classificação geral - Terça-feira, 9 de janeiro (Dia 8) - 13:00 UTC

 

1 - Turn the Tide on Plastic - distância até ao final - 3.294,84

2 - Vestas/11th Hour Racing +4,24 milhas náuticas

3 - Team Brunel +5,58

3 - AkzoNobel +6,93

4 - Dongfeng Race Team +10,13

5 - Mapfre +10,14

7 - Sun Hung Kai / Scallywag +30,10

 

 


 

domingo, 21 de janeiro de 2018 – 16:52:52

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