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Núria Silva à conquista de Múrcia

Núria Lopes da Silva transferiu-se, no princípio da época, do GD Sesimbra – estava emprestada ao SC Espinho – para as espanholas da Universidad Católica San Antonio (UCAM Voley Murcia), onde joga na posição de Zona 4 e... frequenta o curso de Turismo.

Com um percurso assinalável nas selecções nacionais jovens, a jogadora, que fez, recentemente (26 de Dezembro), 20 anos, soma e segue na concretização dos seus sonhos...

A tua primeira experiência internacional está a correr dentro das expectativas?
 
“Tem sido uma experiência fantástica jogar fora! Aprende-se bastante, é um ritmo diferente. Já defrontei grandes jogadoras, mais recentemente, a campeã olímpica Regla Bell. Admiro-a muito.
Sempre partilhei com as minhas colegas que queria esforçar-me para um dia poder jogar no estrangeiro e que essa era uma das minhas ambições. Concretizar, finalmente, esse desejo deixa-me muito contente”.

A adaptação (à equipa, à cidade, à universidade) foi fácil? Contaste com o apoio de algum português?

“Durante todo este tempo, contei a 100 por cento com o apoio do meu irmão Edinho, que está a jogar futebol aqui, em Espanha, em Málaga, e mantive sempre contacto com amigas minhas que estão a jogar no campeonato português.

Múrcia é uma cidade muito bonita. Gosto imenso! E a UCAM Murcia é uma equipa com muita história no Voleibol e com boas jogadoras, como a Sara Perez, distribuidora da Selecção Espanhola, a Diana Sanchez, a Amparo Hopf e também com um grande treinador, Pascual Saurín.

Ao início, confesso que me senti intimidada, mas penso sempre que «há que trabalhar, não retrair». E, agora, estou bastante à vontade e a equipa está unida. Também o idioma foi complicado ao início, principalmente porque à partida parece igual ao português, mas na realidade é bem mais complicado! Mas agora já não sinto problemas. Tenho companheiras de equipa que me ajudam no que podem nos treinos e também na universidade, que frequentamos juntas, e tudo se tornou bastante mais fácil”.

Quais os objectivos da Universidad Católica San Antonio Murcia (UCAM Voley Murcia) para esta época?
 
“Queremos lutar para alcançar a melhor posição na Superliga, visto que o Murcia subiu de divisão na época passada. Traçámos como objectivo chegar à Copa SM La Reina e conseguimos! Estamos muito contentes e estamos a preparar-nos física e psicologicamente para essa competição”.

A XXXVII Copa SM La Reina realiza-se de 9 a 11 de Março. No dia 9, a UCAM Murcia vai defrontar a Universidad de Burgos. Acreditas que é possível vencer?
 
“Claro que acredito. Nada é impossível. Trabalhámos muito e queremos vencer e vamos fazer os possíveis para ganhar à Universidad de Burgos, que é um oponente muito forte e tem excelentes jogadoras, com grande qualidade, mas nós também temos os nossos pontos fortes... e há que aplicá-los dentro do campo e ver quem sairá vencedor”.

Se passarem às meias-finais, irão defrontar o Nuchar Eurochamp Murillo. Quais as «hipóteses» do Murcia?

“Bom, o Nuchar Murillo é uma das equipas favoritas ao título. Se passarmos as meias-finais, esse será também um grande jogo. Se acontecer, será um desafio muito difícil, mas iremos lutar para vencer”.

Os trabalhos com a Selecção Nacional e com a treinadora Gilda Harris foram uma mais-valia para o teu salto internacional?

“Foram, sem dúvida! A professora Gilda foi fundamental para o meu desenvolvimento como atleta. Acreditou em mim e ajudou-me muito. Valeu a pena treinar todas as manhãs e tardes na Selecção Nacional pois isso permitiu que eu aperfeiçoasse cada acção e movimento.

Os trabalhos com ela na Selecção Nacional sempre foram árduos e isso foi bastante importante! Recordo-me de ela me dizer: «Se queres jogar no estrangeiro, vais ter de te habituar a este ritmo!». E isso é completamente verdadeiro.

Quando eu soube que ia assinar pelo Murcia, ela, que já conhecia a equipa, o presidente, o treinador e a cidade, disse-me coisas boas acerca de tudo e que seria uma boa forma de começar.
 
Ela é umas das pessoas com quem mantive contacto ao longo de todos estes meses e sempre me deu conselhos e motivou. Estou-lhe muito agradecida”.

Quais são os teus sonhos como jogadora (clube / Selecção) e a nível pessoal (profissão / curso de Turismo)?

“Bom, queria continuar a crescer como jogadora, pois à medida que vais jogando no estrangeiro adquires muita experiência. Gostaria de continuar a jogar na Superliga Espanhola, já que tenho muito para aprender e quero continuar a trabalhar para ser boa jogadora. Gostaria igualmente, é claro, de ser seleccionada para poder dar o meu contributo à equipa nacional e ajudar no que puder.
 
A nível pessoal, neste momento, só quero acabar o meu curso de Turismo e no último ano conseguir duplo grado (agregado ao curso de Turismo) em Publicidade e Relações Públicas. Ia custar um pouco, mas seria 2 em 1! O sector turístico é cada vez mais complexo e exigente e quero muito trabalhar numa empresa turística especializada”. 
 

Periodicidade Diária

domingo, 22 de setembro de 2019 – 12:50:51

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