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Centros de Formação

Os Centros de Formação são um projecto desenvolvido a nível nacional pela Federação Portuguesa de Voleibol (FPV), conjuntamente com as associações, com o objectivo de enquadrar jovens com elevado potencial no percurso para o alto rendimento, fomentando um trabalho que contempla o aperfeiçoamento exaustivo das componentes técnicas da modalidade e que visa, num plano de médio/longo prazo, reforçar as selecções jovens e o Voleibol nacional.

Daniel Lacerda, Director Técnico Nacional, escalpeliza o papel dos Centros de Formação como municiadores das selecções mais jovens e dos próprios campeonatos nacionais.

– Em que consiste o trabalho desenvolvido pelos Centros de Formação?

“O trabalho dos Centros de Formação, como o da AV Porto, procura ir ao encontro dos objectivos que são traçados para as selecções nacionais. Tendo em conta o contexto do Voleibol nacional e a necessidade de se formarem jogadores que alcancem níveis de desempenho elevados, é imprescindível a realização de um trabalho a longo prazo com bases sólidas e devidamente estruturadas.
Esta estrutura conjunta (clubes, associações, FPV) possibilita um trabalho de complementaridade com os clubes de forma a antecipar a entrada de jovens jogadores para as selecções nacionais e, como tal, constitui uma mais-valia para todos os intervenientes”.

– Neste processo, saem beneficiados tanto a Federação (selecções) como os clubes?

“O trabalho aí desenvolvido demonstra que há uma contextualização em termos verticais da modalidade: há um processo de dinamização, através dos vários projectos da Federação e mesmo dos clubes. Esses atletas, quando chegam aos clubes são observados e os mais aptos convidados a integrar o centro de treino de forma a rentabilizarem as suas capacidades na modalidade.
Esta forma de trabalhar também facilita um pouco a nossa escolha de atletas para as selecções mais jovens, pois é nesses centros de formação que damos os primeiros passos quando fazemos o processo de selecção de jogadores.
O facto de haver um «primeiro filtro» possibilita-nos também diminuir o erro quando efectuamos um processo tão complexo como a selecção de atletas.
Julgo que estes dois factores, o de antecipação do trabalho das selecções nacionais e o de filtragem de atletas, são fundamentais para o desenvolvimento das selecções mais jovens”.

– As Selecções de Cadetes e de Juniores, tanto de masculinos como de femininos, estão (finalmente) reunidas na zona dos Carvalhos...

“Para potenciar o trabalho já realizado e de forma a realizar um novo enquadramento, este ano optámos por sediar os trabalhos das selecções nacionais numa zona mais urbana e muito próxima do Porto. Com esse passo, melhorámos em temos logísticos, sociais e familiares.
Por outro lado, a sua localização facilita-nos a realização de jogos-treino. A proximidade aos clubes dos escalões superiores é real, assim como a proximidade às famílias, o que nos possibilita usufruir, num curto espaço de tempo, de um enquadramento de excelência muito semelhante ao de países que estão situados, a nível do Voleibol, em patamares muito elevados e mais evoluídos do que o nosso”.
Para além desta questão de proximidade, também foi muito importante o parecer recentemente emitido pelo Conselho de Justiça que possibilita que os atletas da Selecção Nacional, que jogam como um grupo na Terceira Divisão, possam também jogar na mesma época desportiva pelos seus clubes de origem.
Isto traz-nos também vantagens, como a aproximação do trabalho da Selecção Nacional ao trabalho dos clubes e também uma identificação clara dos atletas que integram a Selecção Nacional com os clubes onde iniciaram a prática desportiva.
Julgo que este parecer é uma mais-valia quer para o desenvolvimento da modalidade quer para o desenvolvimento dos atletas, bem como a salvaguarda dos interesses da Federação e dos clubes".

– As selecções de juniores vão disputar, em Maio, a fase de qualificação para o Europeu. Que objectivos foram delineados para estas participações (masculinos na Turquia e femininos na Roménia)?

“Relativamente às participações das selecções nacionais, mais uma vez iremos disputar uma fase de qualificação que para nós será sempre um momento difícil. No Voleibol, o nível competitivo existente na Europa é distinto do de outras modalidades, pois são 55 selecções que disputam praticamente 11 vagas para uma fase final, o que realmente demonstra a exigência do sistema de apuramento.
Temos sempre como objectivo a qualificação, mas essa qualificação depende de imensos factores.
Neste momento, temos como objectivo principal a qualificação para a 3.ª Fase. Teremos de nos classificar num dos três primeiros lugares desta segunda fase. Seria um motivo de felicidade conseguirmos concretizar essa meta. Sentimos que na poule de qualificação de masculinos haverá mais equilíbrio e, portanto, temos a noção de que nos poderemos qualificar.
No grupo feminino, embora o desfasamento seja superior, ambicionamos igualmente a qualificação.
Nestas fases de apuramento de juniores, os grupos de selecção nacional são grupos mistos, constituídos por atletas cadetes e juniores, o que denota que este processo competitivo faz parte de um processo de formação, que é algo que nós nunca nos poderemos esquecer.
É evidente que a competição faz parte do trabalho com estes jovens atletas, mas o nosso objectivo fundamental é formar e estas competições servem para aferirmos a nossa competência e da qualidade desenvolvida ao longo destes anos”.  
 

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domingo, 26 de janeiro de 2020 – 15:44:59

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