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Taça Continental de Voleibol de Praia - Portugal defronta a Itália na sexta-feira

A Selecção Nacional que vai representar Portugal na Fase Zonal da Taça Continental de Voleibol de Praia, parte quinta-feira para a Dinamarca, onde, nos dias 9 a 11 de Setembro, vai disputar a Poule C.

Em Copenhaga, José Pedrosa/Rui Moreira e Filipe Pinto/Luís Puga vão defrontar a Itália nos quartos-de-final da Poule C.
Se vencer, o adversário seguinte da equipa lusa será a Holanda. Se perder, jogará para os 5.º e 6.º lugares.
O outro jogo dos quartos-de-final desta poule colocará frente a frente a Dinamarca e a Roménia. O vencedor defrontará, seguidamente, a Turquia, enquanto o perdedor jogará para os 5.º e 6.º lugares.
O primeiro classificado da poule apura-se para a final da Taça Continental, ao passo que os 2.º, 3.º, 4.º e 5.º classificados se apuram para as meias-finais. Ambas as competições serão realizadas no próximo ano.

O Chefe de Delegação da comitiva lusa é Henrique Gomes, Director da FPV, que recentemente exerceu as funções de Director de Competição no Europeu de Sub-23, realizado, de 4 a 8 de Agosto, no Porto, e de Supervisor Técnico da Confederação Europeia de Voleibol (CEV) no Europeu de Sub-18, disputado em Vilnius (Lituânia), uma semana depois.

Henrique Gomes traça as metas a atingir pela Selecção Nacional:
O nosso único objectivo é o apuramento para as fases [meia-final e final] que se realizarão em 2012. Para isso, temos de ficar entre os cinco primeiros classificados nesta poule de Copenhaga.
Se nos apurarmos, em 2012 haverá mais tempo para planearmos a estratégia a aplicar nessas provas. Temos de dar um passo de cada vez
”.

A Taça Continental surge como um segundo fôlego para os países que não têm duplas nos lugares cimeiros do ranking da FIVB, fruto de uma pontuação insuficiente nas etapas do Circuito Mundial.
O Circuito Mundial é muito difícil, porque só apura os 16 primeiros classificados. Mesmo aquelas duplas que jogam a tempo inteiro no Circuito Mundial dificilmente chegam aos 16 primeiros.
A Taça Continental é a única oportunidade que Portugal tem de chegar aos Jogos Olímpicos de Londres no Voleibol de Praia e é nosso direito e dever aproveitarmos esta oportunidade ao máximo
”, reconhece o director federativo, salientando:“Testemunho da importância desta prova é o facto de, até agora, e salvo uma ou outra excepção, os países terem apresentado os seus atletas mais experientes. Tem havido mudanças nas duplas que habitualmente jogam juntas e já aconteceram algumas surpresas, embora continuem a ser os melhores a assegurarem a presença nas fases seguintes.
Para além disso, existem países que têm uma dupla que se apura directamente devido à alta pontuação que tem no ranking do Circuito Mundial, mas que aproveitam a Taça Continental para tentar apurar uma segunda dupla
”.

 José Pedrosa disputa o Circuito Mundial de Voleibol de Praia (World Tour) desde 1997. Entre outros resultados relevantes, foi campeão europeu de Sub-23, em 2001, vencedor de 5 Campeonatos Nacionais de Voleibol de Praia, em 1999, 2004, 2005, 2007 e 2009, e medalha de ouro e de prata nos Jogos da Lusofonia, respectivamente em 2009 e 2006.

Quais as expectativas dos portugueses, tendo em conta a presença de duplas como as holandesas e as italianas?
As expectativas serão as de conseguirmos o apuramento para a próxima fase, sendo que a Holanda e a Itália, assim como a Dinamarca e a Turquia, não entram infelizmente para as nossas contas, devido à «conjuntura»... Aquilo a que nos propomos é tentar passar à próxima fase, utilizando o produto dos Sub-23, atletas novos e com potencial, sabendo que o 5.º lugar nesta poule nos permite disputar a próxima fase”, salienta José Pedrosa.

O primeiro jogo não nos preocupa muito, pois a Itália é super-favorita. Trata-se de uma prova pioneira em termos de quadro competitivo, onde dependemos uns dos outros. Sem dúvida, que a nossa preocupação não passa pelos italianos, mas sim em jogar o melhor possível, de forma a ganhar rotinas que nos ajudem a triunfar frente, tudo o indica, aos romenos, no jogo que dará o último lugar de acesso a fase seguinte”, reconhece.

A Taça Continental, nos moldes em que é feita, dá mais oportunidades de apuramento para os Jogos Olímpicos a países como Portugal, que chegam com maior dificuldade aos pontos do ranking FIVB?
É, de certa forma, traiçoeiro. A vaga será só uma para o nosso continente, como tal, muitas das potências europeias ainda têm uma equipa para colocar nos Jogos Olímpicos. Sem dúvida que é mais uma forma de lá chegar, mas é extremamente difícil. Não deixa de ser um jogo de equipa, fugindo um pouco do esquema de competição praticado até hoje. São necessárias duas duplas muito competitivas para seguir em frente”, conclui.

 Rui Moreira é o Sub-23 português com mais experiência a nível internacional, constando do seu currículo o 9.º lugar no Europeu de Sub-23 (em 2011 e 2010), o 9.º lugar no Europeu de Sub-18 (2006), o 17.º lugar no Mundial de Sub-19 (2007), o 13.º lugar no Europeu de Sub-23 (2008) e a vitória no torneio turco Meydan Beach Volleyball Exibition Tournament 2010.

Participar nos Jogos Olímpicos é um sonho para qualquer atleta, seja de que modalidade for. Para mim, é o expoente máximo que um atleta pode atingir, em termos individuais e de elevação do nome do seu país.
Estou muito contente por participar na Taça Continental, pois há duplas que não têm a oportunidade de disputar etapas do Circuito Mundial.
A Taça Continental é uma forma de algumas duplas terem mais visibilidade e mais uma hipótese de lutarem pelo apuramento olímpico.
Vamos tentar aproveitar ao máximo esta participação na Fase Zonal da Taça Continental, ganhando experiência e fortalecendo-nos como jogadores no contacto com as melhores duplas mundiais
”, defende Rui Moreira.

O jovem atleta disputou a 1.ª etapa da Taça Continental, na cidade eslovena de Zrece. Como é que os atletas vivem a Taça Continental?
São jogos a doer, os atletas empenham-se ao máximo e encaram estes jogos como se fossem do Circuito Mundial.
As nossas hipóteses na poule de Copenhaga? As probabilidades de ultrapassarmos a fase Sub-Zonal também não jogavam a nosso favor, mas o que é certo é que conseguimos o apuramento.
Há um aspecto que nos poderá beneficiar, pelo menos nos primeiros jogos, que é o factor surpresa, porque os adversários não nos conhecem, com a excepção do Pedrosa.
Se tudo correr bem e se conseguirmos jogar o nosso Voleibol com seriedade e empenho, acho que conseguiremos passar à próxima fase
”, ressalva.

 Filipe Pinto é, tal como Rui Moreira e Luís Puga, um atleta proveniente dos Centros de Alto Rendimento para o Voleibol de Praia da FPV.
Embora a sua experiência internacional seja mais a nível de Indoor, em representação das selecções nacionais, Filipe Pinto classificou-se no 25.º lugar no Campeonato do Mundo de Sub-19, disputado em Alanya, na Turquia, em 2009.

Vou dar o meu melhor e procurar representar o meu país condignamente para assim ajudar a Selecção Nacional a atingir o seu objectivo, que é a passagem à fase seguinte da Taça Continental.
Vai ser uma boa experiência e pretendo usufruir da participação nesta forte competição internacional, pois, se conseguirmos o apuramento, isso poderá vir a ser uma mais-valia, para nós atletas, a título individual, e para o país.
Vejo a disputa da Taça Continental como um excelente ensejo para todos nós e para a evolução do Voleibol de Praia nacional.
O que podemos prometer é empenho e nunca virar a cara à luta, quaisquer que sejam os adversários
”, afiança Filipe Pinto.

 Luís Puga tem no seu currículo internacional o 13.º lugar alcançado no Europeu de Sub-23, em 2011, e o 19.º lugar no Europeu de Sub-20, em 2009:
Os holandeses, os italianos e mesmo os dinamarqueses são atletas bem mais experientes do que nós, mas a taça Continental é uma boa prova para aumentarmos a nossa própria experiência e ao mesmo tempo testarmos as nossas capacidades”.

 Luís Puga fez dupla com Fernando Silva no Campeonato da Europa de Sub-23, em Voleibol de Praia, disputado em Agosto do ano corrente, na praia adjacente ao Edifício Transparente, no Porto.
A participação no Europeu de Sub-23 contribuiu para nos fortalecermos um pouco mais, já que são sempre jogos com um ritmo diferente daquele a que estávamos habituados e tivemos a oportunidade de defrontar algumas duplas que, apesar da sua juventude, participam já no Circuito Mundial.
A Taça Continental também servirá para corrigir alguns erros que foram cometidos durante o Europeu
”.

Que argumentos é que os portugueses terão de apresentar?
As duplas portuguesas caracterizam-se por lutarem muito e pela forma acérrima como defendem.
Para além disso, teremos de usar pequenos truques, como a imprevisibilidade, uma maior variação do nosso jogo, armas que poderão amenizar a diferença de estatura e de experiência relativamente aos nossos adversários
”.

As duplas lusas de masculinos apuraram-se para a Fase Zonal ao vencerem, por 3-1, a Eslovénia, resultado que lhes permitiu assegurar o 3.º lugar final na Poule B da Fase Sub-Zonal Europeia, disputada em Setembro de 2010 na cidade eslovena de Zrece.

As duplas lusas apuraram-se para a Fase Zonal ao vencerem, por 3-1, a Eslovénia, resultado que lhes permitiu assegurar o 3.º lugar final na Poule B da Fase Sub-Zonal Europeia, disputada em Setembro de 2010 na cidade eslovena de Zrece.

Com 32 Federações Nacionais inscritas, a Taça Continental compreende oito torneios de masculinos e de femininos, cada um disputado por um máximo de quatro países (cada país participa com duas duplas de masculinos e duas de femininos).

Os torneios são disputados segundo a fórmula de «país contra país» e à melhor de cinco vitórias.

No caso de haver igualdade, após terem sido realizados 4 jogos, será disputado o «Golden Set», por equipas escolhidas pelo respectivo Chefe de Delegação/Capitão de Equipa.

Os três países primeiros classificados em cada torneio qualificam-se para a Fase Zonal, agendada para 2011, que será disputada em quatro torneios de quatro países cada, à qual se seguirá a Fase Final, em 2012, que definirá o vencedor da Taça do Continente Europeu.

Os vencedores das cinco Taças Continentais de Voleibol de Praia, resultantes dos torneios realizados nos cinco continentes, qualificar-se-ão directamente para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.

  

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