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36ª Meia Maratona de S. João das Lampas


 Podemos achar que descrever a 36ª Meia Maratona de S.João das Lampas é dizer que foi organizada pelo Meia Maratona de S. João das Lampas - Grupo de Dinamização Desportiva com o apoio da Câmara Municipal de Sintra e da Junta de Freguesia de S. João das Lampas, que decorreu no fim da tarde de sábado, 8 de Setembro de 2012, que o percurso tinha a extensão de 21 097m, aferido pela CNEC, que ultrapassou as cinco centenas de atletas a cortar a meta da Meia e a centena de participantes na Mini-Maratona de meia dúzia de quilómetros, que este ano a prova esteve integrada no programa das Festas de Nª Senhora da Saúde, que os vencedores foram António Sousa do Garmin CO Oeiras com 1h12m15s e Anabela Gomes do Arrudense com 1h26m26s, que o trânsito estava condicionado, que os quilómetros estavam marcados e que havia quatro postos de abastecimento. Podemos ainda dizer que as inscrições custavam seis euros, que não havia este ano prémios monetários mas troféus para a classificação por escalões e que o saco de prémios de participação continha uma camisola, lembranças e produtos alimentares. E que o controle era feito por pulseiras distribuídas em pontos estratégicos. Podemos ainda dizer que a cronometragem e classificação esteve a cargo da Xistarca que disponibilizou resultados com rapidez. Podemos dizer tudo isto e pensar que descrevemos a 36ª Meia Maratona de S.João das Lampas, mas desengane-se que assim pense, porque para sentirmos e sabermos o que é a Meia Maratona de S.João das Lampas temos de lá ir correr.

Temos de ver e ouvir a animação da rua, os pórticos, especialmente o tradicional que consiste na Meta. Temos de levantar o dorsal e resolver pequenos conflitos e até fazer inscrições de última hora com bastante facilidade e eficiência. Temos de aquecer naquelas ruas animadas à volta do coreto. Temos de sentir a afabilidade da organização, um carinho pelos atletas e um amor pela Corrida sentido na pele, personificado e bem representado pelo director desta que é a 2ª Meia Maratona mais antiga de Portugal, Fernando Andrade. Temos de partir a horas à frente dos Caminheiros. Temos de sentir as ruas da vila enfeitada, o Coreto, a Igreja, as gentes pelo caminho fora, os rostos, os sorrisos e o brilho dos olhos, as serras e o deslumbramento da paisagem, os ares, os moinhos, as crianças de mãos estendidas a procurarem as nossas. Temos de encontrar água com abundância nos abastecimentos apesar de sermos a cauda do pelotão. Temos de ser surpreendidos por um copo de bebida isotónica ao km 15, que bem que soube depois de tão duras rampas a confundir com Lampas, de tanto suor derramado, de tanto passo dado e sorriso retribuído num constante oscilar de sobe e desce.

Temos de ouvir as gentes a dar-nos força, porque somos mulheres ou homens ou velhos ou novos. Simplesmente a darem-nos força em gestos e palavras singelas proferidas com pureza. Vejo-lhes as vestes, de gente do campo à porta da cidade, à porta de casa, a improvisarem chuveiros para os atletas se refrescarem, a oferecerem água e o que podem dar.

Temos de olhar para um relógio posicionado a cada 5 km, a lembrar estações ferroviárias e o nosso próprio andamento e ritmo. Temos de ouvir as palavras amáveis de quem zela pela nossa segurança e nos pede para ocuparmos a outra faixa da estrada, quando já o trânsito tinha sido aberto. Temos de ser acompanhados pela polícia e observar o bom trabalho em relação ao trânsito garantindo a nossa segurança e integridade. Temos de receber as pulseiras de controlo com a simpatia com que são dadas. Temos de pisar a passadeira verde para a meta e sermos "abraçados" no fim. Temos de ser fotografados como se fôssemos vedetas e favoritos ao pódio.Temos de receber os bons tratos e o saco e a camisola e nem nos importarmos por já não termos recebido os produtos alimentares de outros tempos e que a maioria dos classificados à nossa frente ainda recebeu. Temos de levar à boca pedaços de melancia doce e fresca e sentir o suco escorrer pelos cantos da boca e não nos importarmos com isso, limpando o queixo com as costas da mão e parabentearmos o principal mentor desta grande Meia Maratona: Fernando Andrade de novo, que se mantém no leme deste barco desde o nascimento da prova. Temos de assistir à entrega de prémios, apenas cheirar as flores oferecidas aos vencedores e tomar um bom banho, e depois ficar para a festa.

É isto apenas. Temos de correr a Meia Maratona de S.João das Lampas para sabermos então o que é a Meia Maratona de S.João das Lampas. Deseja-se que 2013 permita a sua 37ª edição. É uma prova de eleição que tenho no coração. Prova em moldes simples e humildes, sem no entanto deixar de satisfazer plenamente os requisitos essenciais para o sucesso que tem.

Ana Pereira
http://mariasemfrionemcasa.blogspot.pt/ 

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