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Elisabete Jacinto: “IRINA” sou eu mesma !!!

 

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Nascida há 47 anos no Montijo, mas a viver em Lisboa, casada, 1,70 e tal de altura , magra, (como os livros ensinam) sorriso (lindo) de orelha a orelha, simpática (e o marido também) licenciada em Geografia pela Univ. de Letras de Lisboa, Profª da mesma Área Escolar, autora de diversos manuais escolares e livros de aventuras.
Congressista e portadora de inúmeras condecorações e títulos desportivos.
 
Praticante de mergulho recreativo, fotografia, para-quedismo (diplomada) e alpinismo.
 
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Este é retrato “a La-Minute” de uma mulher que percorre muitos países ao volante, não de um qualquer carrito em 2º mão ou transportando turistas num confortável “BUS” de uma também qualquer agência de viagens, mas num camião de não sei de quantas rodas, atravessando milhares de quilómetros entre dunas, e geralmente ou sempre, com o Sol a ferver ao máximo, ou um frio arrepiante no meio do deserto.
 
Vem isto a propósito de uma sessão de autógrafos , programada para uma quente tarde de sábado, na feira do Livro em Lisboa, e que a Plátano Editora preparou para dar a conhecer uma vez mais , o livro da autora, que tem por título “IRINA no Master Rali”.
 
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 Quem é a IRINA neste seu livro?
 
A IRINA é uma jovem aventureira que nasceu exactamente para viver as minhas aventuras, aventuras vividas num rally muito grande e difícil que se chama o Moto-Rally. Foi uma jovem inventada, com os traços de carácter, necessários, para viver todas aquelas aventuras e emoção que eu pretendia contar , e que não podia ser eu própria a viver no livro.
 
Qual é a mensagem que ela nos transmite?
 
Acima de tudo, a IRINA é uma lutadora, uma rapariga que luta por objectivos,e que consegue superar dificuldades, ir cada vez mais longe e alcançar as suas metas, e se possivel chamar a atenção dos jovens de que é possivel viver aventuras muito giras na nossa vida, crescer, amadurecer, e tornar as pessoas melhores, mas é preciso ir à luta ,arregaçar as mangas e ter predisposição de «eu quero fazer» e faço. Até porque, no momento que se inicia um projecto, as dificuldades surgem no imediato, mas depois o gozo em as superar, de atingir o nosso objectivo em chegar à vitória é muito reconfortante, é muito bom para a nossa personalidade, para a nossa maneira de ser, e é esta a mensagem da IRINA .
 
Porquê um livro em BD e não com fotos reais?
 
O livro tem ilustrações de Jo Bonito ( Designer de Comunicação da Fac. de Belas-Artes da Univ. de Lisboa) mas não inclui qualquer foto porque embora eu levasse um máquina daquelas de «usar e deitar fora», as fotos não tinham um mínimo de qualidade para serem publicáveis , e daí, a BD. Os outros três livros anteriores também têm a mesma “orientação fotográfica”já que se torna mais apelativa a compreenção pelas histórias aí contadas.
 
Mudando agora de assunto, como é o dia a dia de uma campeã todo-o terreno ?
 
Normalmente o meu dia começa com preparação física , pois levanto-me ás 7 da manhã , dirijo-me para o Estádio Nacional para a minha grande aposta que é o exercício físico, passo também muitos dias na oficina a trabalhar com o mecânico , mas mais na organização, no planeamento e até no computador a programar, a decidir, ou então na dinamização de eventos além de estar dentro do camião a arrumar peças ou a empacutar.Tenho uma grande diversidade de tarefas, ando sempre de um lado para o outro. É divertido.
 
Estive a ver um video no seu “site” e reparei que muitas vezes o camião “voa”; não lhe doem as costas, não sofre da coluna?
 
Eu consegui obter uns bons amortecedores, são” Made in Portugal” e possuem uma qualidade excelente,e graças a isso, posso saltar e não me dói, mas nos primeiros anos que fiz corridas era de facto um sofrimento, um ensaio de pancadaria enorme que levávamos. Lembro-me de haver corridas e eu sair do camião e ir á procura do fisiatra da prova para pôr a coluna no sítio pois não conseguia andar. Agora, não , porque os amortecedores são bons e isso dá-me uma facilidade muito maior de andar, de saltar, e quase voar.
 
Quanto mais velha ,melhor?
 
(risos) Sou como o Vinho do Porto (+ risos (os dois) )
 
Qual o troféu que mais gozo de lhe deu receber?
 
Tive vários que gostei muito, unhhhhhhhhhhh, não sei bem, mas talvez o primeiro Dakar que consegui terminar , junto às Piramides do Egipto, isto no ano 2000. Deu-me uma satisfação enorme. Depois, também, a 1ª etapa que ganhei, em camião, foi emocionante. Tenho ,assim, muitas conquistas ao longo do anos que me têm dado muitos incentivos para continuar a trabalhar , e se possivel, mais e melhor.
 
Qual a melhor sensação por que passou enquanto piloto de camiões?
 
Eu acho que as melhores sensações são quando chegamos ao fim da corrida e conseguimos superar todas aquelas dificuldades, especialmente naquelas etapas extremamente exigentes em que temos de ultrapassar as dunas , e depois vermos na classificação que chegamos à frente de muitos automóveis. É uma satisfação muito gratificante.
 
E a pior?
 
Foi aquele momento em que vi o meu camião arder no Rally Argentina-Chile, em janeiro de 1999. Acho que foi o pior momento em que eu já tive na minha vida.
 
Alguma vez conduziu o seu camião nas ruas de Lisboa?
 
Este que tenho agora não, mas o que ardeu no Rally , esse conduzi várias vezes aqui em Lisboa, mas com batedores da Polícia. Foi uma sensação muito engraçada.
 
Era para evitar que andasse muito depressa?
 
Não, não. Era precisamente o contrário, é que eu vinha do Museu do Traje, em Belém, e tinha que estar a horas no edifício da Câmara Municipal para um determinado evento.
 
Qual é a próxima corrida em que vai participar?
 
Vai ser o Rallye Oilibya Du Maroc. ( 16/23 de Outubro 2011)
 
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José Carlos Pinto 
 
 


 

segunda-feira, 24 de setembro de 2018 – 21:38:47

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