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ARIGATO- no Caminho de Shikoku

 

 

No âmbito do programa "Autores da Nossa Terra" a Quinta da Fidalga , no Seixal, foi o cenário escolhido pelos serviços culturais da autarquia para o lançamento do livro "ARIGATO" cujo autor , Joaquim Figueiredo , residente no concelho, e natural da Chamusca , sentiu o "bichinho de viajar" desde o dia em que recebeu a primeira mesada familiar, no valor , na altura , de 500 escudos, poria qualquer adolescente a sonhar alto.

 

Ingressou na Marinha Portuguesa, conciliando a profissão de militar com a actividade de actor, fotógrafo, colaborador na imprensa regional e nacional , e ainda com viagens a diversas partes do mundo, contabilizando 58 países visitados.

 

 

Com actualmente três livros publicados , o primeiro com o título «Eu,Português Impuro». A segunda obra intitulada «Segredos Revelados - Uma viagem à Ilha e ás Romarias Quaresmais Micaelenses» .

 

Arigato é o terceiro livro de Joaquim Figueiredo , editado com a chancela do Mensageiro da Poesia - Associação Cultural Poética , e conta a sua experiência pessoal ao percorrer o Caminho de Shikoku , no Japão.

 

Foram 1.200 Km.em 45 dias a pé ,na visita aos 88 templos daquela ilha. O sucesso desta odisseia, sem recorrer a qualquer meio de transporte local ,levou à atribuição , por parte de quatro entidades oficiais japonesas,do cargo de Embaixador do Caminho de Shikoku em Portugal.

 

Após a apresentação do livro a cargo da jornalista Natália Fonseca , o "caminhante" conversou em jeito informal com as cerca de cinquenta pessoas presentes no auditório, ao ar livre, tantas quantos os lugares disponíveis , mas o Sol (30 graus, na altura) não esqueceria fazer das suas ,ao ponto de conseguir "desviar" alguns convidados " encalorados" para a sombra mais próxima. Terminada que estava, a sempre desejada sessão de autógrafos , o escritor concedeu-nos a entrevista que a seguir se transcreve,

 

 

AMMAGAZINE (AMMA ) O que o levou a escrever este livro ?

 

Joaquim Figueiredo (J.F )Foi uma forma de agradecimento e também uma divulgação do Caminho de Shikoku.

 

AMMA- Arigato é o título do livro e nesse caso um agradecimento por tudo de bom que aconteceu na sua viagem ?

 

JF - Por tudo o que aconteceu, mas principalmente por tudo aquilo que aprendi, e posso recordar a hospitalidade como fui recebido por aquele povo que é digno de registo, e também a sua forma de ser e estar no Mundo ,gostei e regressei a Portugal mais rico interiormente.

 

AMMA- Tem uma certa inclinação para viagens fora do comum ?

 

J.F.-Se considerarmos que vou à aventura correndo todos os riscos desconhecendo o que me espera, sim é uma aventura, aliás doutra forma não sei viajar, pois se não vou viajar de uma forma desconhecida, isso tira-me o sabor da viagem.e nesse caso prefiro ficar em casa.

 

AMMA-  Não acha que convém ir pelo menos um pouco preparado ?

 

J.F.- Fisicamente sim,talvez, quanto ao resto é desnecessário, não que eu treine, pois não sou desportista, não sou atleta de caminhada, mas o facto de passar mais tempo fora de casa, e por conseguinte no espaço de uma para outra viagem, aí sim, treino.

 

AMMA- 1.200 quilómetros a pé em 45 dias é como sentir-se peregrino ?

 

J.F.- Sim ,mas o ser peregrino, é, deslocar-se para qualquer lado com um objectivo, ou melhor com a força da Fé, tendo isto em consideração que todos os caminhos que faço são caminhos de peregrinação para chegar a determinado ponto onde é suposto adorar ou admirar algo

 

AMMA Viver com ou como budista é fácil?

 

J.F.- Huuummm,. não sei se será ou não assim tão fácil ,até me parece que é muito complicado ,porque se entrarmos nas áreas da alimentação, da meditação , será difícil, agora se nos adaptarmos à nossa maneira de ser, e viver , no país onde estivermos acaba por ser mais fácil. Não sou budista ,não sou católico,não sou protestante, não sou de nenhuma religião. Eu tenha a religião que construí com aquilo que fui beber a cada uma das religiões e filosofias. Do budismo tirei mais porque nos ensina a acreditar em nós. E eu acredito em mim.

 

AMMA Qual é a sua próxima aventura ?

 

J.F.- Será o Trilho dos Apalaches ,nos Estados Unidos.São 3.600 quilómetros a pé, e dura seis meses

 

AMMA -Aí sim, tem mesmo que estar bem preparado?

 

J.F.- Toda a gente diz-me a mesma coisa, nem sei se o defeito é meu, mas não tem nada a ver com o "fisicamente". O caminhar é pôr um pé à frente do outro. Eu costumo dizer que não levo o Ministério das Finanças nem a Polícia atrás de mim , portanto vou tranquilo , paro quando quero ,até para admirar o panorama , tiro as fotos que pretendo, vejo os animais que me apetecer, falo com as pessoas que vêm ao meu encontro, e depois a dormida logo irá acontecer.Vou usufruir do caminho. Sem pressa .

 

AMMA - Então Boa Viagem !

 

Texto e fotos : (por IPHONE) José Carlos Pinto

 


 

sexta-feira, 21 de setembro de 2018 – 02:29:30

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