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ARIGATO (-2ª Parte )

 

 Em Setembro do ano passado, o AMMA fez a reportagem da apresentação do livro ARIGATO, de Joaquim Figueiredo.
 
O evento decorreu na Quinta da Fidalga, no concelho do Seixal, tendo participado no encontro dezenas de interessados.
 
Após a publicação da reportagem no AMMA ,o seu autor presenteou-me com um exemplar do livro citado, tendo até o  autografado e com o respectivo reconhecimento.
 
O livro retrata a aventura do escritor peregrino ao longo das suas 245 páginas, numa caminhada de 1.200 Km. em 45 dias, percorrendo o chamado Caminho dos 88 Templos de Shikoku ,no longínquo Japão
 
Posteriormente o escritor fez-me um amável convite, para, se, eu assim o entendesse,o acompanhasse numa outra apresentação ,mas desta vez  com outros convidados.
 
O Encontro decorreu  na Casa dos Açores ,em Lisboa ,e que, embora o tempo invernoso pudesse afugentar alguns convidados , o certo é que a sala destinada para o efeito estava , digamos , mais ou menos composta !
 
A mesa de apresentação foi constituída por ,além do autor ,Joaquim Figueiredo , do presidente da instituição ,Dr.. Miguel  Loureiro, que ao tomar da palavra ,salientou : A Casa dos Açores é com prazer que acolhe esta Obra sobre um país tão distante como o Japão, mas  ,se lermos a dedicatória do autor  do  livro que  ofereceu á Casa dos Açores,talvez encontremos desde logo alguma actividade histórica que portugueses e japoneses estabeleceram há muitos séculos atrás, e diz a dedicatória : à Casa dos Açores ,um livro sobre a peregrinação japonesa com muito em comum com as Romarias Quaresmais Micaelenses  . Efectivamente é a ponte que o autor estabelece entre o Japão e os Açores ..
 
Um outro convidado , Dr. José Andrade, jornalista e deputado , que diga-se de passagem , se deslocou propositadamente da Ilha de S. Miguel  para o evento , e que  ,após os cumprimentos aos presentes começa com um" trocadilho" assim :" Não deixa de ser uma curiosa ironia do destino convidar um micaelense para apresentar um livro sobre o Japão na Casa dos Açores de  Lisboa. E isto , porque , como certamente sabem, nos Açores, e,  em especial na Terceira , os micaelenses são conhecidos por "japoneses", e deixa uma pergunta; mas por que razão um livro sobre a caminhada espiritual de um português continental por terras japonesas há de ser apresentado  na Casa dos Açores  em Lisboa ? Porque, respondendo à  sua própria pergunta ,Joaquim Figueiredo é "açoriano do coração" e porque este seu terceiro livro surge na sequência da sua obra anterior dedicada aos Romeiros de São Miguel. E conclui com um "ARIGATO" ( obrigado ,em japonês) ao autor do livro.
 
Ainda antes de começar a cerimónia da apresentação , fui informado que estaria também presente  o Embaixador do Japão ,em Portugal , Sr. Hiroshi AZUMA , que muito me honrou por ter aceite o pedido de uma pequena entrevista que a seguir se transcreve:
 

 

AMMAGAZINE  (AMMA) - Uma primeira impressão sobre o livro ARIGATO ?

 
Hiroshi AZUMA  (H A) -  Fiquei muito impressionado, altamente sensibilizado na existência de um português numa  peregrinação que é genuinamente  japonesa ,e nunca pensei que um português pudesse,            embora saiba que ele já tem uma grande experiência de outras peregrinações na Europa e  mesmo nos Açores,nunca pensei que ele tivesse capacidade de se sentir tão bem o  significado da peregrinação, em terras tão remotas como o Japão ,e que ,realmente foi um peregrino genuíno.
 

AMMA - Já experimentou fazer esta caminhada em Shikoku ?

 
 H A Nunca participei nesta peregrinação, mas já visitei Tokushima mesmo antes de ter vindo para Portugal, onde os portugueses são bem reconhecidos por militar Morais que deu o nome a uma rua .
 
AMMA - O autor do livro fala da forte hospitalidade dos japoneses. É normal no seu país ?
 
H A - De uma forma geral a hospitalidade japonesa é um dogma para o japonês, mas em Tokushima ,com maior força sempre hospitalidade especialmente para peregrinos estrangeiros
 
AMMA-  Designar Joaquim Figueiredo como Embaixador em Portugal dos Caminhos de Shikoku a quem engrandece mais . o autor do livro ou o país anfitrião ?
 
H A  -Ambos se sentirão honrados desse acto, tanto o Japão como o próprio autor.
 
Antes da ponta final do evento ,foi projectado um documentário, realizado por Vítor Pinho ,  sobre  a viagem que o autor iria fazer ao Japão, tendo sido escolhido o Santuário de Fátima ,local onde Joaquim Figueiredo pode apaixonadamente  interiorizar toda a sua Fé que o rodeia ,e que o iria acompanhar nesta Caminhada como Peregrino.
 

texto e fotos : José Carlos Pinto 

 

 

 

 

 

 

 


 

sexta-feira, 20 de julho de 2018 – 08:17:42

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