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Gonçalo M. Tavares em Conversa sobre Camões, "Kamões" e linguagens nunca dantes navegadas - 10 de Junho

 
Gonçalo M. Tavares em Conversa sobre Camões, "Kamões" e linguagens nunca dantes navegadas
 
No dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, o Coliseu Porto Ageas assinala os 500 anos do nascimento de Camões com “Camões com K - por linguagens nunca dantes navegadas”. Uma Conversa com Gonçalo M. Tavares, Filomena Viegas e moderação de Fátima Vieira que reúne os conceitos do nosso feriado Nacional: procurar-se-á fazer um diagnóstico à forma como hoje se lê e ensina Camões em Portugal, mas também como as gerações mais jovens escrevem português na Internet e de que forma isso pode transformar um idioma.
 
Gonçalo M. Tavares vai conduzir esta Conversa em torno d’”Os Lusíadas”, fazendo o paralelismo com o seu romance “Uma Viagem à Índia”, que lançou em 2010. Um livro “cheio de fantasmas, fantasmas d’’Os Lusíadas’, fantasmas do homem contemporâneo, uma viagem, uma anti-epopeia, e é um livro extraordinário”, escreveu Vasco Graça Moura sobre “Uma Viagem à Índia”.
 
Um dos maiores nomes da literatura portuguesa, com vasta obra literária hoje traduzida em mais de 60 países, Gonçalo M. Tavares é autor do projeto “Camões na cidade do Porto”, que, em parceria com a Câmara Municipal do Porto, assinalou os 500 anos do nascimento de Camões convidando portuenses de todas as idades a lerem as 1102 estrofes d’”Os Lusíadas”. E se hoje é admirador desta epopeia camoniana, a verdade é que Gonçalo M. Tavares não apreciou o primeiro contacto com a obra feita durante a escolaridade obrigatória.
 
Como é que os alunos reagem hoje a obras como “Os Lusíadas” e outros clássicos portugueses? De que forma a escrita abreviada e sem pontuação que predomina na escrita online e nos smartphones está a moldar o português? Numa altura em que o Português voltará a ser disciplina obrigatória para todos os alunos do 12.º, e em vésperas de milhares de alunos serem chamados a fazer o Exame Nacional, o que pode o país perspetivar em relação à língua, quer em Portugal, quer junto das Comunidades?
 
Filomena Viegas, que presidiu a Associação de Professores de Português, junta-se a Gonçalo M. Tavares para partilhar o panorama atual, numa Conversa moderada por Fátima Vieira, Vice-Reitora para a Cultura e Museus da Universidade do Porto e Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
 
“Camões com K - por linguagens nunca dantes navegadas” insere-se no projeto Mantras do Coliseu”, que em cada mês aborda uma temática diferente. O mês de junho tem como tema o binómio Pertencer > Língua. 
 
A Conversa inicia-se às 18h30 no Salão Jardim e a entrada é livre, mediante levantamento prévio de bilhete, a partir de dia 8 de junho, às 13h00, na bilheteira do Coliseu, até à hora do evento. Lotação sujeita à limitação do espaço.
Biografias:
 
Gonçalo M. Tavares
Nasceu em 1970 e é um dos mais importantes autores portugueses, com uma vasta obra literária hoje traduzida em mais de 60 países. A sua linguagem em rutura com as tradições líricas portuguesas e a subversão dos géneros literários fazem dele um dos mais inovadores escritores europeus da atualidade. “Le Quartier” (O Bairro) recebeu o prestigioso Prix Laure-Bataillon 2021, atribuído ao melhor livro traduzido em França. Foi seis vezes finalista do prémio Oceanos, tendo sido premiado três vezes. Venceu em 2005 o Prémio José Saramago. A revista The New Yorker afirmou que, tal como em Kafka e Beckett, Gonçalo M. Tavares mostra que a “lógica pode servir eficazmente tanto a loucura como a razão”.
 
Filomena Viegas
É diretora executiva da revista Palavras, da Associação de Professores de Português (APP), foi presidente da Direção, até 2021, e diretora do Centro de formação da APP, até 2018. É autora e coautora de várias publicações sobre ensino do português. Tem mestrado (1996, FLUL) em Linguística Portuguesa Descritiva, com a tese "Aspetos da Semântica dos Localizadores Temporais em Português", e doutoramento (2014, FLUP) em Didática de Línguas, com a tese "Gramática e Competência: contributos para o estudo da expressão do tempo em textos de alunos". É membro do Centro de Linguística da Universidade do Porto. As suas principais áreas de interesse são a gramática do português, o lúdico na linguagem, experiências interdisciplinares com a língua portuguesa, com recursos e em ambientes digitais.
 
Fátima Vieira
Fátima Vieira é Vice-Reitora para a Cultura e Museus da Universidade do Porto e Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde leciona desde 1986. Foi Presidente da Utopian Studies Society / Europe entre 2006 e 2016, tendo sido galardoada, em 2013, com o Larry E. Hough Distinguished Service Award, instituído pela associação americana e canadiana Society for Utopian Studies, e, em 2023, com o Lifetime Achievement Award da Utopian Studies / Europe.
 

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segunda-feira, 15 de julho de 2024 – 14:03:28

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