Aleksandar Kovacevic e Zsombor Piros discutem segundo título no Indoor Oeiras Open

 
- Mili Poljicak e Matej Sabanov conquistam título de pares
 
O norte-americano Aleksandar Kovacevic e o húngaro Zsombor Piros carimbaram o apuramento para a final do segundo Indoor Oeiras Open, torneio Challenger organizado pela Federação Portuguesa de Ténis na nave de campos cobertos do Complexo de Ténis do Jamor que este sábado coroou Mili Poljicak e Matej Sabanov como campeões de pares.
 
Piros (238.º classificado no ranking ATP depois de ter sido 106.º há menos de um ano) foi o primeiro a garantir a presença no encontro de atribuição do título e fê-lo de forma autoritária. O húngaro de 25 anos não perdeu tempo e arrasou o ex-top 40 Mackenzie McDonald (atual 130.º) com os parciais de 6-1 e 6-3 num embate resolvido em 69 minutos.
 
Apesar do resultado e da duração, a primeira parte do duelo que abriu a jornada foi enganadora: Piros esteve irrepreensível na conversão de break points ao longo do primeiro set (aproveitou os três que criou), McDonald nunca baixou os braços só que foi perdulário no mesmo capítulo ao desperdiçar impressionantes nove oportunidades.
 
Se na véspera tinha confessado preferir que o fim de semana decisivo se desenrolasse no histórico court central de terra batida onde em 2023 venceu o Oeiras Open 125, a verdade é que o tenista de Budapeste se demonstrou bem à vontade em condições teoricamente mais favoráveis ao norte-americano, tão habituado a competir em piso rápido coberto, e recolheu a maior parte dos aplausos do público que voltou a preencher as bancadas de forma louvável apesar da ausência de tenistas portugueses nos dias decisivos.
 
“Acho que vou mudar-me para Portugal daqui a alguns anos”, respondeu Piros, recheado de boa disposição, ainda na entrevista em court. Já em conferência de imprensa, o jogador de Budapeste admitiu que "não consegui dormir muito bem por causa dos nervos, já não jogava uma meia-final desde o verão.”
 
E fez uma análise muito humilde ao encontro que inaugurou a jornada: "Ainda não tinha jogado nestes courts de manhã, estava bastante frio, portanto a bola não ressaltava tanto como nos encontros que joguei à tarde. Foi muito difícil no início, mas fui mais rápido do que ele a adaptar-me e o encontro acabou com um bom nível. Também acho que tive alguma sorte, porque quando salvas os nove pontos de break que enfrentas [no primeiro set]... não sou um grande servidor e fiz alguns ases, por isso tive alguma sorte."
Rápido a resolver o encontro, Zsombor Piros teve de aguardar com paciência pelo desfecho da segunda meia-final para ficar a conhecer o adversário que o separa do sexto título Challenger da carreira, mas primeiro em mais de um ano (se vencer no domingo, assegura não só o regresso ao top 200 como até ao top 180).
 
A competir pela primeira vez em solo português, Kovacevic (109.º ATP) saiu do nível imaculado que vinha apresentando no Indoor Oeiras Open 2, mas ainda assim conseguiu garantir o segundo bilhete para a final no Jamor ao bater Alexis Galarneau (198.º) com os parciais de 6-3, 3-6 e 6-2 em 1h47 minutos.
 
Primeiro cabeça de série, o norte-americano chegou às meias-finais sem perder sets e jogos de serviço (apenas dois break points enfrentados nos três triunfos anteriores), só que do outro lado da rede encontrou uma oposição muito mais feroz de alguém que conhece bem.
 
O nova-iorquino de 26 anos com residência na Flórida cedeu quatro vezes o serviço em todo o duelo (duas vezes no primeiro parcial, sempre com vantagem no marcador, e uma ocasião em cada um dos outros sets) ao contar com Galarneau a responder a grande nível. O canadiano de 25 anos, carrasco de Gastão Elias na segunda ronda, aliou uma consistência tremenda com uma velocidade bola que surpreendeu o mais cotado, além de mostrar sempre que possível tendência para subir à rede sob a esquerda a uma mão do adversário.
 
No parcial final, quando tudo parecia resolvido (5-1), o antigo 72.º ATP (está, virtualmente, ainda a cair alguns lugares devido ao facto de defender a segunda eliminatória do Australian Open de 2024, oriundo da fase preliminar) perdeu o serviço e viu Galarneau, sem surpresa, agarrar-se ao marcador. Ao quinto match point, a resistência do amigo desfez-se com uma dupla falta e o jogador dos EUA celebrou finalmente a passagem ao derradeiro embate do torneio.
 
"Foi um encontro muito físico. Perdi pela primeira vez o serviço e aconteceu várias vezes, mas o mérito é dele porque respondeu muito bem. Estou contente por ter conseguido avançar mesmo assim, mas foi um encontro difícil. Somos bons amigos, por isso quando soube que ia defrontá-lo senti uma sensação agridoce. Fiquei feliz por ele estar nas meias-finais, mas nunca é divertido jogar contra um amigo. Mas é assim, neste desporto acontece várias vezes, vamos à guerra dentro do court e quando saímos do court bebemos uma cerveja. Temos de saber lidar com isto", explicou em conferência de imprensa.
O triunfo deste sábado deixou Aleksandar Kovacevic mais perto de replicar o feito de Hamad Medjedovic, que há uma semana confirmou o estatuto de primeiro cabeça de série ao vencer o Indoor Oeiras Open 1. Se conseguir suceder ao sérvio na galeria de campeões internacionais do ano em Portugal, o norte-americano levantará o quinto título Challenger da carreira, primeiro desde que venceu as quatro finais jogadas em 2023 (uma delas contra o português Nuno Borges depois de dois tie-breaks em Shenzhen, na China).
 
A final do Indoor Oeiras Open 2 está agendada para as 11 horas deste domingo e colocará um ponto final no segundo de três torneios consecutivos neste local.
Ainda este sábado foram coroados os campeões de pares: o croata Mili Poljicak e o sérvio Matej Sabanov, que nunca tinham atuado lado a lado e só pararam com os troféus de campeões nas mãos, feito assinado numa final de sentido único (6-0 e 6-1) ganha ao espanhol Inigo Cervantes e ao neerlandês Mick Veldheer em impressionantes 56 minutos.
 
Fotografias: Beatriz Ruivo/FPT
 

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