- Domingo de Páscoa com quatro decisões no Jamor
- Elmer Moller separa Francisco Comesana da defesa do título
- Dalma Galfi desafia favoritismo de Katie Volynets na final feminina
- Francisco Cabral persegue segundo título de pares em duas semanas

Francisca Jorge e Matilde Jorge replicaram a receita de Francisco Cabral e ultrapassaram uma jornada dupla para regressarem à final do Oeiras Open 125, o torneio combinado (ATP Challenger 125 e WTA 125) organizado pela Federação Portuguesa de Ténis que termina no Domingo de Páscoa com as quatro finais.
Este sábado, as duas melhores portuguesas da atualidade começaram por bater a brasileira Ingrid Gamarra Martins e a eslovena Tamara Zidansek por 6-3 e 7-5 e após uma pausa de meros 15 minutos regressaram à ação e superaram as norte-americanas Carmen Corley e Christina Rosca com os parciais de 6-3 e 6-4.
Se na véspera precisaram de anular três match points para resistirem ao início da defesa do título, durante esta jornada dupla as irmãs naturais de Guimarães elevaram o nível exibicional e venceram de forma relativamente autoritária os quatro sets disputados.
Exatamente um ano após assinarem o primeiro título do ténis português em provas com a chancela WTA, Francisca Jorge (99.ª WTA em pares) e Matilde Jorge (106.ª) terão a oportunidade de repetir a proeza a partir das 12 horas de domingo.
O derradeiro encontro será contra a checa Anastasia Detiuc (80.ª) e a romena Patricia Maria Tig (307.ª).
Afastado da ação ficou Francisco Cabral, que após celebrar duas vitórias com Lucas Miedler na sexta-feira viu a final ser adiada para domingo por causa dos atrasos causados pela chuva.
O português e o austríaco foram campeões do Challenger 100 de Madrid há uma semana e este domingo, a partir das 15 horas, tentarão replicar a festa no Jamor, onde são os primeiros cabeças de série, o que a acontecer daria ao portuense de 28 anos o terceiro título mais importante da carreira, apenas superado pelos dois ATP 250 que venceu em 2022.
O derradeiro encontro da semana no Court Central terá do outro lado da rede os polacos Piotr Matuszewski (84.º) e Karol Drzewiecki (90.º), segundos pré-designados.

Em singulares, a final feminina será discutida entre a norte-americana Katie Volynets (80.ª WTA, antiga 56.ª) e a húngara Dalma Galfi (149.ª, top 80 em setembro de 2022), enquanto a masculina colocará frente a frente o argentino Francisco Comesana (62.º do ranking ATP), campeão em título, ao dinamarquês Elmer Moller (148.º).
Volynets apareceu no Jamor como segunda cabeça de série da prova e a grande favorita ao triunfo final após a eliminação de Alexandra Eala na segunda ronda. Já com um troféu WTA 125 no currículo (em julho do ano passado, na Croácia), a tenista de 23 anos carimbou o acesso à primeira final do ano e a primeira desde esse título sem a cedência de qualquer parcial.
Este sábado, a californiana despachou a suíça Simona Waltert por 6-1 e 6-4 em 80 minutos, num embate iniciado no Court Central depois das 17h30, sensivelmente quatro horas após o previsto.
A antiga top 60 WTA chega à segunda final da categoria (as mais importantes, pois no circuito principal ainda não atingiu qualquer decisão), e quinta em todo o palmarés, apenas com 18 jogos consentidos em quatro vitórias.
Dalma Galfi também aparece no derradeiro encontro do quadro feminino sem ceder parciais (26 jogos perdidos). Para fazer melhor do que em 2022 (na altura chegou às meias-finais desta prova, então ITF W60), a húngara de 26 anos superou a experiente norte-americana Varvara Lepchenko, de 38 anos, antiga top 20 WTA, atualmente no posto 120 da hierarquia, por 6-4 e 6-3 em 91 minutos de confronto propriamente dito.
A antiga número um mundial de sub-18 (campeã do US Open em 2015 no escalão) logrou a presença na terceira final WTA 125 e segunda neste mês de abril. Ainda à procura do primeiro título a este nível, e o maior da carreira, Galfi alcançou a marca das 18 finais (9-8).
Marcada para as 11 horas, a decisão deste domingo será um terceiro confronto entre Volynets e Galfi e o mano a mano indica uma vitória para cada lado: a mais velha prevaleceu num tie-break de terceiro set em 2022 (na melhor fase da carreira), na meia-final do W100 de Ilkley, sob relva, naquele que é ainda hoje o último êxito do palmarés; Volynets impôs-se na reta final do ano transato na primeira ronda do WTA 1000 de Pequim em parciais diretos (7-5 e 6-1).

Logo a seguir, Francisco Comesana tentará tornar-se no primeiro bicampeão do torneio e celebrar pela 10.ª vez consecutiva no Jamor, onde voltou a confirmar as credenciais de primeiro cabeça de série e de forma muito autoritária, graças a uma vitória por 6-1 e 6-2 sobre Carlos Taberner (145.º) em apenas 87 minutos.
A segunda meia-final masculina terminou cerca de três horas depois da primeira e teve de ser realizada no Court 8 com vários pára-arranca pelo meio. Face ao tempo, o campo ficou extremamente rápido (pouca terra) e um encontro no qual se esperava com muitas trocas de bola longas acabou por ser o oposto.
Apurado para a décima final no ATP Challenger Tour, o número cinco argentino — a atravessar a melhor fase da carreira após as meias-finais no Rio de Janeiro (ATP 500) e os quartos de final em Bucareste, isto quando se estreou no top 100 ao vencer no Jamor há exatamente um ano — procura o oitavo troféu na categoria.
Do outro lado da rede estará outro jogador que conhece a sensação de vencer em Portugal, pois foi por cá, há seis meses, que Elmer Moller inaugurou o palmarés Challenger ao vencer o Braga Open.
O dinamarquês de 21 anos, entretanto tornado herói nacional ao recuperar de um set e um break de desvantagem frente a Hamad Medjedovic no encontro decisivo da eliminatória que enviou a Dinamarca para a ronda de acesso às Davis Cup Finals, voltou a desbravar caminho em solo luso com uma vitória clara (6-2 e 6-4) frente arusso Roman Safiullin (73.º depois de já ter sido 36.º).
Moller celebrou pela quinta vez em seis embates perante adversários do top 100 ATP e garantiu a sexta presença em finais do circuito secundário, um resultado que já o deixa mais próximo do que nunca da ambicionada estreia entre essa elite.
A decisão do Oeiras Open 125 marcará o primeiro capítulo da rivalidade entre o argentino e o dinamarquês.
Gabinete de Imprensa do Oeiras Open 125
Gaspar Ribeiro Lança e Steve Grácio
Fotos: Beatriz Ruivo/FPT e Álvaro Isidoro/FPT