Indianápolis: Oliveira consegue manter-se em corrida apesar dos problemas técnicos

A 10.ª etapa do Campeonato do Mundo de MotoGP não permitiu a Oliveira o seu melhor desempenho. Apesar dos problemas técnicos, relacionados com a aderência dos pneus ao solo, a motivação e persistência do piloto fizeram com que se conseguisse manter em pista até ao final da corrida, sem nunca perder muitas posições, acabando por terminar na mesma ordem em que partiu.

 

As alterações levadas a cabo pela equipa da Mahindra, após a qualificação, momento em que Oliveira garantiu ser ainda de muito trabalho, revelaram, desde o warm-up de domingo, algumas dificuldades para o piloto. Embora focados na melhor solução possível, as caraterísticas da pista de Indianápolis não permitiram à equipa optar pela utilização de pneus mais duros, comprometendo, necessariamente, os momentos finais da corrida. “A corrida não se desenrolou como esperava e isso deixou-me um pouco desapontado. Tivemos sempre problemas de aderência que não conseguimos resolver, e a rotura do motor do Efren veio terminar com um fim de semana difícil para nós, comparativamente aos bons resultados das últimas corridas”, começa por salientar o piloto.

 

A equipa optou por disputar o GP de Indianápolis com a MGP30 com a mesma afinação utilizada na sessão de qualificação. Miguel Oliveira procurou focar-se durante toda a prova, de forma a poder delinear a sua estratégia à medida do desgaste dos pneus, sem nunca se afastar muito do grupo da frente. “Nas primeiras voltas foi muito complicado gerir as saídas de curva e depois o desgaste dos pneus, que nunca permitiram usar a potência que tinha. Foi uma corrida em modo de segurança, para a poder terminar e amealhar a maior quantidade de pontos possíveis.”, explica o piloto.

 

A concentração e determinação do português permitiram-lhe atingir os objetivos a que se propôs, tendo exibido o seu melhor desempenho possível, mediante as condições mantendo assim o 6º lugar no campeonato com 77 pontos.

 

Apesar dos percalços, a equipa vai analisar os dados recolhidos e está já com o pensamento na próxima etapa, “Obviamente vamos analisar todo o fim de semana, encontrar soluções e recarregar baterias, para que na República Checa possamos voltar aos lugares dianteiros, onde penso ser a nossa posição.”, conclui Miguel Oliveira.

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