A Força Aérea assinalou hoje, 20 de outubro, mais um marco no desenvolvimento das suas capacidades espaciais, com o lançamento de dois novos satélites da Constelação do Atlântico, o CA-03 e o CA-04, reforçando a capacidade soberana de Portugal para observar e monitorizar o território nacional e o espaço atlântico.
Os dois satélites foram lançados a bordo da missão Bandwagon-5, da SpaceX, através de um Falcon 9, a partir do Space Launch Complex 40, em Cabo Canaveral, na Florida, Estados Unidos da América.


Adquiridos pelo CTI Aeroespacial, no âmbito da Agenda New Space, com financiamento do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), os dois satélites serão operados pela Força Aérea, dando continuidade ao caminho iniciado com o lançamento do CA-01, a 30 de março deste ano.


Construídos pela ICEYE e integrados no lançador Falcon 9 da SpaceX pela Exolaunch, são equipados com tecnologia de Radar de Abertura Sintética (SAR), permitindo observar a superfície terrestre independentemente das condições meteorológicas e da hora do dia. Esta capacidade assume particular relevância para a vigilância e monitorização dos espaços terrestre e marítimo nacionais, bem como para o apoio à segurança, à gestão de situações de emergência e à tomada de decisão em diferentes contextos operacionais.


Ambos os satélites já estabeleceram comunicações, encontrando-se em curso as operações de rotina necessárias à sua entrada em funcionamento.


“Com estes dois novos satélites, Portugal reforça a sua capacidade soberana de observar, compreender e proteger aquilo que é seu. Mais capacidade no Espaço significa maior liberdade de ação na Terra”, afirma o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e Autoridade Aeronáutica Nacional, General Sérgio da Costa Pereira.


O reforço da Constelação do Atlântico representa mais um passo na consolidação da capacidade da Força Aérea para operar sistemas espaciais e transformar os dados por eles produzidos em informação relevante para o cumprimento da missão.


"A capacidade soberana de Portugal em tecnologia SAR para o Atlântico dá um importante passo em frente com a adição destes dois satélites à sua constelação. A partir de Lisboa, continuaremos a desenvolver esta capacidade em colaboração com a CTI Aeroespacial e a Força Aérea Portuguesa”, afirmou Rui Costa, CEO da ICEYE Portugal.


A Força Aérea prossegue, assim, o seu processo de modernização e transformação tecnológica, consolidando a presença de Portugal no domínio espacial e promovendo a articulação entre capacidade operacional, conhecimento científico, inovação tecnológica e indústria nacional.


Mais do que colocar satélites em órbita, esta aposta contribui para desenvolver conhecimento, competências e capacidade tecnológica, colocando a inovação ao serviço da segurança, da soberania e da resiliência nacionais.