Amado da Silva faz balanço do mandato e apresenta objectivos para o próximo quadriénio
Carlos Amado da Silva é o único candidato à presidência da Federação Portuguesa de Rugby. As eleições estão marcadas para a próxima sexta-feira, 21 de Novembro, mas a falta de oposição nas urnas garante a vitória do dirigente. O líder do rugby em Portugal promete mais trabalho e faz um balanço positivo do curto mandato que esta semana termina. O dirigente garante ainda que a bandeira da descentralização vai continuar erguida.
Recorde-se que Amado da Silva foi eleito a 15 de Janeiro de 2010 com apenas um voto de diferença para o único adversário no acto eleitoral depois de um empate, numa primeira volta, com o anterior presidente da FPR, Dídio de Aguiar. Por força dos novos estatutos, adequados ao novo Regime Jurídico das Federações Desportivas, a Federação Portuguesa de Rugby vai de novo a votos para voltar a eleger Amado da Silva como presidente da FPR durante mais quatro anos.
Que balanço faz deste curto mandato?
Claro que estou satisfeito! Quem conhece o dia-a-dia da Federação e o meu programa de candidatura, pode constatar que, praticamente, tudo o que propus foi cumprido. Promessas que hoje são realizações, excepção feita a propostas que não dependem só de nós, como por exemplo uma competição ibérica que, apesar da nossa total disponibilidade, não tem tido resposta por parte da Federação e dos Clubes espanhóis.
Em traços gerais, só posso estar satisfeito com a actividade desportiva desenvolvida pois, apesar de uma redução orçamental de cerca de 30%, houve um aumento muito significativo, nomeadamente no número de jogos realizados, 1.024, em 2009/2010, tendo ultrapassado os 1.704 jogos, na última época.
É bom que se saiba o que se tem feito nesta casa. Dá muito gozo estar a fazer mais, com menos, com reflexos positivos na reorganização administrativa e com excelentes resultados desportivos.
Sem esquecer o trabalho feito no passado, a verdade é que dificilmente no seu historial, o rugby português alcançou resultados tão importantes, destacando, um terceiro lugar no Europeu de XV, Campeões Europeus de Sevens, quinto lugar nos sub-19 e sub-18, quinto lugar da Selecção Nacional feminina no Campeonato Europeu, para além das honrosas presenças no Circuito Mundial de Sevens e na IRB Nations Cup… Foi um ano extraordinário. Mérito aos jogadores e aos treinadores que em boa hora escolhemos.
Por isso, quer em termos desportivos, quer em termos organizacionais, só posso estar satisfeito o que justifica recandidatar-me e poder, assim, concluir um projecto iniciado apenas há pouco mais de um ano.
Nem tudo o que fiz foi imaculado, tendo tido, todavia, sempre a preocupação em cumprir o que estava proposto no Programa Eleitoral. Tenho ouvido pessoas de vários quadrantes, com diferentes opiniões - uns mais, outros menos críticos – com ideias e sugestões que aproveitarei, seguramente. O que não mudo, e isso é ponto assente, é a política de descentralização do rugby nacional.
De resto essa foi uma das suas bandeiras de candidatura…
Tenho-me empenhado muito nesse processo e continuarei a fazê-lo! Há muitas mais equipas fora de Lisboa, aumentou a competição em termos regionais e certamente que no futuro não haverá tantas diferenças entre o nível do rugby praticado em Lisboa e no resto do país… Mas, como sabe, isso não se consegue apenas num ano.
Em termos qualitativos, as equipas de Lisboa continuam a ser preponderantes como se vê, embora a Académica (Coimbra) e o CDUP (Porto), que são os Clubes mais representativos do Centro e do Norte, respectivamente, estejam a investir no sentido de reduzir essas diferenças. É natural que as coisas venham a melhorar também nesse particular.
Continuo a apontar o Algarve como um ponto-chave neste processo e acredito que, no futuro, será um grande pólo do rugby nacional. Neste momento, o seu Clube mais representativo, o Loulé - embora haja rugby também em Faro, Vilamoura e Vila Real de Santo António – apenas disputa o Campeonato Nacional da Segunda Divisão, pelo que foi decidido apostar fortemente na região, contratando um Director Técnico Regional (o antigo jogador internacional Faustino) para que se consiga aumentar substancialmente o número de clubes no Algarve. Esta é uma grande tarefa. Acredito que há um potencial enorme, a que não será estranho o facto de haver uma boa concentração populacional, muita juventude, uma universidade, um excelente clima e, ainda, uma colónia britânica residente muito importante.
É através das escolas e do desporto escolar que queremos chegar aos avós, aos pais e até aproveitar a presença frequente de grandes jogadores de diferentes partes do mundo que passam férias no Algarve, para promover o rugby. Procuramos a envolvência indispensável das Autarquias que serão, entre outros, parceiros institucionais imprescindíveis.
No Minho, podemos olhar da mesma forma: Braga, Guimarães, Famalicão, Viana do Castelo, Arcos de Valdevez, Lousada, Prazer de Jogar, Boavista, entre outros, são Clubes em desenvolvimento crescente, tal como sucede, num patamar diferente, com o CDUP que continua a ser o Clube de referência do Norte.
Em Trás-os-Montes teremos que desenvolver maiores esforços para apoiar o rugby, nomeadamente a UTAD, reconhecendo as dificuldades existentes.
No Centro continuaremos a ter uma atenção privilegiada relativamente aos novos Clubes, nomeadamente, o Rugby de Viseu, o da Universidade da Beira Interior, da Figueira da Foz, de Mortágua, de Leiria, do Entroncamento, de Aveiro, da Marinha Grande, sem esquecermos os mais “clássicos”, nomeadamente a Moita da Anadia, a Agrária, ou a Lousã e, naturalmente, o Clube de maior tradição e referência, a Académica de Coimbra.
Santarém, Caldas da Rainha, Peniche, Tomar, Sintra, Belas, Beira-Mar, Samouco, Setúbal, Sintra, Loures, Odivelas, Oeiras, Setúbal, St. Julian, são apenas alguns clubes mais próximos de Lisboa que continuaremos a acompanhar mais de perto, em ligação sincronizada com a Associação Regional.
Os Clubes, de Lisboa – aí incluindo o Dramático de Cascais – mais “apetrechados” não deixarão de merecer a nossa atenção e com eles colaboraremos aos diferentes níveis, com igual disponibilidade.
No Alentejo, o C.R. Évora – o Clube de maior referência – e o Montemor, que tem feito um trabalho notável, o Elvas, sem esquecer Clubes mais recentes que emergem, nomeadamente o Borba, o Portalegre, o Estremoz, o Jeromenha, o Beja, justificam um acompanhamento e um apoio mais continuado, pelo que estaremos disponíveis para “deslocar” para a Região um técnico residente, à semelhança do que recentemente foi feito no Algarve.
As Associações Regionais/Comité continuarão a ter um papel fundamental constituindo, na prática, o “braço armado” da Federação.
Acredito que o futuro está assegurado.
O Rugby nacional está mais unido? Recorde-se que o Amado da Silva foi eleito apenas por mais um voto que o seu adversário e anterior presidente da FPR…
É uma pergunta que eu também faço e tenho que concluir que efectivamente assim acontece. Acredito que estejamos mais unidos. Tenho tido uma excelente colaboração de praticamente todos os Clubes, Associações e, de uma forma geral, da “família” do rugby, o que muito me agrada e reforça a minha responsabilidade futura.
É uma necessidade. Não faz sentido que assim não seja. Como sempre tenho defendido, o rugby e a FPR não podem ser feudos de ninguém. Agora, mais do que nunca, é preciso que todos se compenetrem das actuais dificuldades e compreendam que a Direcção e o seu Presidente têm estado, e estarão abertos ao diálogo, certos de que esse é o caminho que temos que percorrer em conjunto! Os Clubes serão sempre ouvidos nas decisões mais importantes e continuaremos a estar atentos aos seus problemas. A formação de Directores Técnicos dos Clubes visa uma maior aproximação desportiva com os técnicos da FPR. Vamos procurar, através do diálogo, acertar posições, apesar das dificuldades que se conhecem, nomeadamente quanto à conciliação de datas quando se confrontam interesses aparentemente – e só aparentemente – antagónicos.
Estou certo que vamos trabalhar juntos, com unidade, rejeitando, obviamente, a unicidade.
O que é que quer fazer de novo no próximo mandato?
Apostaremos numa política de continuidade, com um grande aposta no desenvolvimento regional, o reforço da formação e da arbitragem, com particular atenção ao rugby feminino e à competitividade das Selecções nacionais.
Estabilizar a estrutura de funcionamento, controlar as finanças e garantir novos apoios, com particular atenção ao aproveitamento das mais modernas tecnologias no que de importância têm na promoção e divulgação da modalidade.
Depois de ter encontrado a Federação numa situação financeira caótica – tinha um défice de cerca de 700 mil euros – as coisas estão, agora, bastante controladas. Recorremos a um empréstimo porque tivemos credibilidade para o conseguir e estamos a pagá-lo. Não seria possível gerir o dia-a-dia sem o recurso a esse empréstimo que acudiu às situações mais graves e nos permitiu começar a recuperar.
Entretanto, decorre, ainda, a reorganização funcional da Federação, processo muito moroso e muito dificultado por obrigações contratuais desajustadas e difíceis de ultrapassar. Todavia, estamos a fazer mais com menos gente. É indiscutível.
No próximo mandato quero ainda reforçar mais a nossa credibilidade junto do IRB e da FIRA que têm reconhecido o trabalho que temos vindo a desenvolver, com resultados práticos que se repercutem quer a nível de jogo, quer a nível da arbitragem.
Participámos, no ano passado, na IRB Nations Cup - que era um dos pontos na minha agenda - e gostaríamos de voltar a ser convidados, mas parece-me que deveremos ir mais além e procurar encontrar parceiros, para que proximamente possa haver uma aproximação entre o Grupo de Elite e o Grupo A, nas Seis Nações. É algo que eu defendo e é o caminho que muitas pessoas influentes no rugby europeu, apontam. Seria justo que o campeão do Grupo A tivesse hipóteses de disputar a entrada no Grupo de Elite.
Nos sevens conseguimos, finalmente, fazer um campeonato nacional que me enche de orgulho apesar do relativamente modesto nível competitivo. Foram cinco etapas nacionais e isso só veio ajudar o trabalho do Seleccionador Nacional que assim já sabe com quem pode contar, tanto a nível dos seniores como dos outros escalões mais jovens.
Temos a ambição de conseguir resultados desportivos consentâneos com os investimentos que estamos a fazer, nomeadamente, o apuramento para os mundiais de 15 e de 7 e a participação nos próximos jogos Olímpicos.
No rugby feminino, Su-19 e Sub-18, perseguimos as melhores classificações de sempre.
Aumentar o número de jogadores, árbitros e Clubes é um objectivo de qualquer Direcção e esta não fugirá à regra.
Mais contactos internacionais e melhor preparação físico-técnica de todos os que envolvem este processo de desenvolvimento e afirmação do rugby nacional.
Manteremos e aprofundaremos as relações com associações lusas no estrangeiro, nomeadamente em França e na África do Sul, e não hesitaremos em continuar uma política de aproximação para que os jogadores luso-descendentes possam reforçar as Selecções Nacionais.
Portugal falhou o Mundial 2011 que está a decorrer na Nova Zelândia. Poderá ficar fora do Campeonato do Mundo de 2015?
Portugal não pode falhar o Mundial de 2015! Seria um falhanço total da minha política e da política que a FPR está a seguir. Apostámos forte em termos nacionais com a manutenção de academias, no Norte, no Centro e em Lisboa, e num grupo de trabalho do Centro de Alto Rendimento, com um reforço importante dos quadros técnicos, esperando que os nossos jogadores, particularmente os mais jovens, venham a beneficiar a curto prazo, das condições que agora lhes proporcionamos.
No próximo mês de Novembro vamos fazer um jogo de preparação com a Selecção Nacional em França, em Lyon, com o objectivo de “acarinhar” os luso-descendentes que jogam em França e saberem que nós existimos e estamos disponíveis para os acolher.
Os nossos patrocinadores – Super Bock e Caixa Geral de Depósitos – têm sido incansáveis nos apoios sem os quais não nos poderíamos desenvolver. A Citroen surgiu numa altura muito difícil e tem sido um parceiro muito importante tal como a Adidas ao nível do equipamento. Precisamos deles e é com eles que gostaríamos de continuar até, pelo menos ao Mundial e às Olimpíadas.
Falhámos o acesso ao Campeonato do Mundo mas não “podíamos” ter falhado. Não somos inferiores a algumas Selecções que por lá passaram, nomeadamente, a Rússia, Roménia ou Namíbia. Não nos apurámos por circunstâncias estranhas. Fomos claramente prejudicados em alguns jogos e noutros não fizemos um planeamento como se devia. Mas isso é passado.
A aposta em Errol Brain é para continuar? Está satisfeito com o trabalho do Neozelandês?
Claro que sim, não posso estar mais satisfeito! Mas esse sentimento não é apenas pelo Errol (Brain). O Frederico (Sousa) tem tido um papel muito importante nas alterações processadas nas Selecções. Faz uma excelente dupla como Errol. Neste processo não se pode esquecer o desempenho do Professor Tomaz Morais que é, afinal, quem me propõe as equipas técnicas e quem coordena toda a actividade desportiva.
Na FPR trabalha-se em equipa e há uma correlação muito forte entre as equipas técnicas. Estou muito satisfeito com todos os técnicos e todo o staff que trabalha para as diferentes selecções nacionais, aí incluindo o Departamento Médico – médicos, fisioterapeutas e nutricionista - directores das equipas directores e técnicos regionais, sem excluir o responsável pela rouparia e serviços de apoio técnico-administrativo. Todos são importantes. Todos estão empenhados em melhorar.
Ao nível interno, começou a nova época com um novo modelo de competição. É um teste?
O Plano Estratégico aprovado para o período de 2011/2015 é um documento extremamente importante e será o guião orientador de toda a actividade da FPR. É a base da minha candidatura porque traduz exactamente a política que pretendemos conduzir, o modo e a forma como conseguir.
Os modelos competitivos estão caracterizados e serão para manter durante esse período.
Como pensa trazer mais jovens para o rugby?
Na minha campanha eleitoral falo também, e ainda antes disso, do apoio às escolas. A Federação, neste momento, tem um Director Técnico Nacional e tem quatro Directores Técnicos Regionais; um no Algarve, outro em Lisboa, um no centro e um no Porto. Haverá, também, brevemente um no Alentejo.
O principal objectivo é descentralizar coordenadamente. Um Director Técnico Regional tem funções fundamentais de abordagem nas escolas. Os técnicos da Federação e os regionais terão que ir às escolas, aos liceus, aos colégios procurar cativar os estudantes e mesmo os professores para o rugby. Há cerca de 40 mil miúdos a praticar Desporto Escolar, o que é muito bom, mas o objectivo é tê-los a praticar regularmente a modalidade e para isso têm que se enquadrar em Clubes.
São precisos miúdos e clubes e, consequentemente, mais campos. Isto envolve as autarquias, os ministérios, a Federação e Associações Regionais. É neste contexto que nos estamos a situar agora. Está a haver um contacto muito maior entre os nossos técnicos e as escolas. É natural que se os miúdos gostarem do Rugby - e gostam - que queiram ir para clubes….
O meu objectivo é chegar, pelo menos, aos 10 mil até ao final do próximo mandato o que acho que é perfeitamente possível.
Gostaria muito de trazer de volta os Veteranos, organizados em torneios nacionais. A real mais-valia dos clubes mede-se pelos seus veteranos. São eles que apoiam o clube como dirigentes, como treinadores ou como pais. Os clubes com melhores veteranos são os que melhor preparam o seu futuro.
Seria bom podermos juntar as famílias em grandes eventos desportivos com o ambiente fantástico que o rugby cria. É algo a desenvolver pelo país e não só Lisboa.
O que teria feito ou refeito neste curto mandato?
Quando da minha primeira candidatura prometi optar por um Campeonato disputado de forma contínua, fiquei preso a uma promessa eleitoral que tinha que cumprir e, tal princípio “ obrigou “que o Campeonato acabasse em Janeiro. Numa apreciação à posteriori admito que desportivamente teve vantagens e inconvenientes. Reconheço que, provavelmente - embora não houvesse outra solução para esse modelo - a Selecção Nacional ganhou com isso. Os jogadores apresentaram-se em melhores condições físicas, já que, em Janeiro, estavam a jogar as meias-finais e a final.
Admito ter havido algum prejuízo, muito mais criado pela falta de motivação do que por falta de oportunidades, ou falta, de competição….
Considero, todavia, que o modelo agora implementado é preferível e mais atractivo. Não me arrependo de ter feito o que estava previsto porque cumpri a minha palavra.
Também não teria separado os XV dos sevens pois veio a relevar-se um mau investimento, quer em termos materiais, quer em termos desportivos.
O facto de termos conquistado o título europeu de Sevens não altera o juízo que faço, até porque tal já acontecera em condições análogas, no passado recente. Não era interessante, desportiva e economicamente, manter uma estrutura paralela com meia dúzia de jogadores, quando depois, na hora das decisões a equipa acabava por ser constituída maioritariamente por jogadores do “grupo do 15”.
Penso que terá sido um ponto negativo, mas não me arrependo, porque como já disse, cumpri as promessas eleitorais. Testei, não resultou. Há que mudar.
Também a reestruturação da Federação não foi aquela que eu queria que fosse…Há situações que eu gostava de melhorar mas as leis laborais e os contratos em vigor não permitem outras alterações. Houve algumas substituições e dispensas mas é preciso ir mais longe. Há que moralizar as situações e que assumir que só com trabalho sério e dedicado se alcançam os objectivos. Há pessoas que já não terão a motivação necessária para enquadrarem o grupo com a dinâmica que se pretende. Há ajustamentos a fazer.
No dia 21, quando entrar aqui na sede da FPR, continua a ser um homem satisfeito mas um presidente teimosamente insatisfeito porque quer ir mais longe?
Quando as pessoas estão plenamente satisfeitas com o que fazem não é bom! Não é o meu estilo. Durante a minha vida tentei, e tento, fazer sempre mais e melhor, continuo com grandes projectos. Por mim, seriamos campeões do mundo. Até lá chegarmos temos que trabalhar, humildemente, para lá chegarmos! Esse deve ser o objectivo último. Não será certamente no meu tempo, nem no seu, seguramente, mas…
Acredito muito no potencial, na capacidade dos portugueses, no gosto que demonstram pelo rugby. É um desporto que se adapta bem à nossa maneira de sentir e de estar, embora haja algumas carências de ordem genética que terão que ser ultrapassadas.
Nesse sentido, a Federação está empenhada em criar as condições que permitam minorar as carências físico-atletas que, comparativamente, nos prejudicam. Foi, também por isso, criado um Departamento médico, com um fisioterapeuta a tempo inteiro, uma nutricionista, um preparador físico, médico da selecção e médico da Federação.
Foi exactamente para dar resposta a essas preocupações que acabámos de contratar um preparador físico com um excelente currículo nessa área.
Como, ainda recentemente se viu na Nations Cup - e como eu costumo dizer talvez exagerando um bocado, “nós temos equipa para jogar uns 15 minutos com qualquer equipa do mundo, até com os “All Blacks” (Nova Zelândia) “ - as nossas maiores dificuldades centram-se fundamentalmente na consistência competitiva e nas carências físico-atléticas dos nossos jogadores.
Embora eu seja o único candidato à presidência, o que é pena, revejo com alguma satisfação o trabalho realizado, consciente de que é preciso fazer mais e melhor.
A Lista que, agora, apresento é constituída por pessoas afectas a mais de uma dúzia de Clubes, representando várias sensibilidades e com uma absoluta representatividade regional, o que garante e diversidade de ideias e objectivos que tentarei saber gerir numa óptica nacional, procurando consensos e decidir na defesa dos interesses superiores do rugby.
Gostaria de ter o apoio nas urnas e que as pessoas não deixem de votar por saberem que não há oposição. Isso seria lamentável. Espero que os Delegados expressem, votando, que realmente querem que eu continue.