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Francisco Cabral na final de pares do Oeiras Open 125

 

  • Irmãs Jorge salvam 3 match points no arranque da defesa do título de pares
  • Francisco Comesana chega às oito vitórias consecutivas no Jamor
  • Volynets lidera quarteto de semifinalistas na prova feminina

 

Francisco Cabral celebrou por duas vezes ao lado de Lucas Miedler durante esta sexta-feira e apurou-se para a final de pares do Oeiras Open 125, o torneio combinado (ATP Challenger 125 e WTA 125) organizado pela Federação Portuguesa de Ténis e no qual Francisca Jorge e Matilde Jorge iniciaram a defesa do título com uma vitória após anularem três match points.

 

Sem portugueses em prova nos singulares, o foco luso esteve nas provas de pares e os favoritos não desiludiram, avançando a ritmos diferentes depois de um longo atraso matinal devido às condições meteorológicas agrestes.

 

 

Um dia após a estreia, Francisco Cabral e Lucas Miedler (57.º e 56.º classificados no ranking mundial da especialidade) triplicaram o número de triunfos na terra batida do Jamor ao superarem uma jornada dupla: primeiro ao passarem por Tiago Pereira e Gastão Elias com os parciais de 6-1 e 6-4, depois ao superarem o italiano Marco Bortolotti e o romeno Vlad Victor Cornea (115.º/98.º) por 6-4 e 6-4.

 

Primeiros favoritos, o português e o austríaco anularam os quatro pontos de break que enfrentaram ao longo do dia — todos no embate dos quartos de final — e acabaram a celebrar o segundo apuramento consecutivo para uma final, menos de uma semana após vencerem o ATP Challenger 100 de Madrid, em Espanha.

 

Apurado para uma final do circuito secundário pela 22.ª vez na carreira, Francisco Cabral lutará, este sábado, pelo 15.º e mais importante dos títulos a este nível (nunca venceu um ATP Challenger 125) que só seria superado pelos dois ATP 250 que já tem no currículo.

 

Para se despedir do Jamor com essa alegria, o melhor especialista português da atualidade terá de passar pelos segundos cabeças de série, os polacos Piotr Matuszewski (84.º) e Karol Drzewiecki (90.º).

 

A jornada desta sexta-feira também acabou por ser feliz para Francisca Jorge e Matilde Jorge, mas as irmãs vimaranenses precisaram de arrancar a ferros o triunfo que marcou o início da defesa do título — o maior das respetivas carreiras e o primeiro da história do ténis português em provas com a chancela WTA.

 

Depois de uma longa espera devido aos vários atrasos causados pelo mau tempo, as melhores tenistas portuguesas da atualidade estiveram entre a espada e a parede, só que conseguiram anular três match points quando perdiam por 5-7 e 2-5 com Lucija Ciric Bagaric e Lola Radivojevic e acabaram por dar a volta à croata e à sérvia para triunfarem com os parciais de 5-7, 7-6(5) e 10-7 em duas horas certas.

 

 

Segundas favoritas, Francisca Jorge e Matilde Jorge — 99.ª e 106.ª classificadas no ranking de pares — vão discutir o acesso às meias-finais com a brasileira Ingrid Gamarra Martins (88.ª) e a eslovena Tamara Zidansek (163.ª).

 

Se superarem esse embate, voltarão ao court mais tarde para lutarem pelo regresso à final com as norte-americanas Carmen Corley (112.ª) e Christina Rosca (180.ª), apuradas já esta sexta-feira. A decisão foi adiada para domingo.

 

Nos singulares, destaque para as campanhas de Francisco Comesana (62.º ATP) e Katie Volynets (80.ª WTA).

 

 

O argentino é o campeão em título e aumentou para oito o número de triunfos consecutivos neste Oeiras Open 125 ao bater o francês Gregoire Barrere (163.º e antigo top 50) por 7-5 e 6-4.

 

De olhos postos no segundo título consecutivo no Jamor, o primeiro cabeça de série e recém-semifinalista do ATP 500 do Rio de Janeiro discutirá o acesso à decisão com um jogador ávido de fazer a festa em Portugal: o espanhol Carlos Taberner (145.º e antigo 85.º), por duas vezes finalista de torneios Challenger no nosso país — Maia 2020 e Porto 2024 —, que contornou o belga Raphael Collignon (83.º), já com dois títulos em três finais este ano, por 7-6(4) e 7-6(5).

 

A outra meia-final vai opor o jovem dinamarquês Elmer Moller, campeão do último Braga Open, ao experiente cotado russo Roman Safiulin, segundo pré-designado e 73.º do ranking. Moller (148.º), que não necessitou de disputar a segunda ronda, ultrapassou o qualifier suíço Remy Bertola (292.º) por 6-1 e 7-6(5) ao inverter uma desvantagem de 5-3 no segundo parcial. Já Safiulin – vencedor de seis troféus Challenger, nenhum deles em terra batida – viu o sérvio Dusan Lajovic (97.º, ex-23.º) desistir com um problema no joelho esquerdo quando já vencia por 6-4 e 3-0. O encontro digno de outros palcos (Safiulin tem uma final ATP na carreira, Lajovic dois títulos em três decisões) era o mais apetecível da jornada.

 

No torneio feminino, a derrota de Alexandra Eala (72.ª) na véspera deixou Katie Volynets como a jogadora mais cotada em prova e a norte-americana não acusou a pressão esta sexta-feira, aproveitando o desgaste de Victoria Jimenez Kasintseva (128.ª) depois da jornada dupla da véspera para "despachar" a tenista de Andorra por 6-2 e 6-1.

 

Segue-se Simona Waltert (161.ª), que em 2023 chegou a estar à porta do top 100 mundial ao ser 107.ª classificada. Presença recorrente nos torneios ITF organizados em Portugal, a suíça superou Nina Stojanovic (187.ª) em duas partidas, com os parciais de 6-4e 7-6(5).

 

Do lado oposto do quadro, a vaga na final será discutida entre duas jogadoras que já pertenceram a essa elite: a norte-americana Varvara Lepchenko (120.ª e ex-19.ª), de 38 anos e responsável pela eliminação de Elena Pridankina (186.ª) por 6-3, 4-6 e 6-2, e a húngara Dalma Galfi (149.ª e ex-79.ª), que passou pela compatriota Panna Udvardy (137.ª) ao triunfar por 7-6(8) e 6-1.

 

Gabinete de Imprensa do Oeiras Open 125

Gaspar Ribeiro Lança e Steve Grácio 

Fotografias: Beatriz Ruivo/FPT e Álvaro Isidoro/FPT

 

 

Periodicidade Semanal

sábado, 2 de maio de 2026

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