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Cristian Garín vence Oeiras Open 5 e despede-se de Portugal pronto para o regresso à elite

- Segundo título consecutivo para o ex-top 20 chileno, primeiro em Portugal
- Oeiras tornou-se no primeiro município a acolher cinco Challengers em 2025
Cristian Garín celebrou pela 10.ª vez consecutiva e sagrou-se campeão do Oeiras Open 5, o último torneio Challenger do ano organizado pela Federação Portuguesa de Ténis no Complexo de Ténis do Jamor, ex-líbris do município que, assim, se tornou no primeiro à escala mundial a receber cinco provas destas em 2025.
Sete anos após sair em segundo lugar do Del Monte Lisboa Belém Open do CIF e um ano depois das meias-finais no Millennium Estoril Open, o chileno de 28 anos (153.º do ranking ATP) conseguiu celebrar em Portugal e adicionar o troféu ganho no Jamor ao conquistado há duas semanas em Mauthausen (Áustria).
Para tal, Cristian Garín necessitou de 2h39 até derrotar o norte-americano Mitchell Krueger (151.º) com os parciais de 7-6(3), 4-6 e 6-2.
 
A 10.ª vitória consecutiva de Garín teve contornos duros, tal como a nona na véspera, carimbada ao cabo de 3h04. Krueger chegou à segunda final Challenger da carreira em terra batida (primeira fora da terra verde do seu país) repleto de confiança e com triunfos de qualidade pelo caminho, só que do outro lado tinha pela frente um verdadeiro especialista da superfície e o chileno fez valer as maiores credenciais em terreno familiar para somar o sexto êxito no ATP Challenger Tour à nona final – antes de Mauthausen, o sul-americano tinha vencido pela última vez a este nível em 2018, curiosamente diante de Pedro Sousa em Lima para amealhar o terceiro título de empreitada.
Desde essa altura, Garín fixou-se ao mais alto nível e chegou a atingir o 17.º posto do ranking. Vencedor de cinco títulos ATP (um de categoria 500) em seis finais, quartofinalita em Wimbledon (2021) e em três ATP Masters 1000, o antigo top 5 da hierarquia de sub-18 era o mais cotado curricularmente de todos os intervenientes a competir no Oeiras Open 5.
Numa final com muito boa casa e com vários chilenos a apoiarem o ex-top 20, Garín foi capaz de esquecer o 5-3 de vantagem no primeiro set para disputar um tie-break a roçar a perfeição; e mesmo com Krueger a ripostar com tudo o que tinha — o cardápio ofensivo da semana foi de excelência, com várias subidas à rede e amorties a aproveitar as condições de terra relativamente rápidas —, ganhou mais vezes aquelas jogadas típicas da superfície e foi com naturalidade que os erros do outro lado da rede foram aparecendo, sobretudo na reta final do embate em que o campeão arrecadou os derradeiros três jogos.
"Estou muito contente. Foi uma semana dura, todos os encontros foram contra adversários difíceis. Decidi vir cá à última hora e foi a melhor decisão porque joguei bem durante toda a semana. Ontem joguei três horas, hoje foram quase mais três. Estou morto e não tenho muito tempo para recuperar, nem muita energia, mas o esforço valeu a pena”, admitiu, de sorriso rasgado, o novo campeão do Jamor.
As duas semanas douradas terão um impacto significativo na classificação de Cristian Garín, que um mês após descer ao 160.º posto voltará a aproximar-se do top 100 (122.º) quando já estiver em Paris, para onde partiu ainda este sábado, com dois títulos na bagagem, de forma a "atacar" o qualifying de Roland-Garros.
"Agora só quero descansar, comer bem, viajar e dormir. Roland-Garros é um torneio importante, mas é este momento [título em Portugal] que estou a viver e estou muito contente", rematou antes de apontar ao “regresso a outros palcos” — tal como aconteceu há oito anos, quando pouco depois de sair de Lisboa embalou para a forma que o colocou entre os melhores do mundo.
 
Nos pares, o título foi erguido pelos especialistas Andreas Mies e David Vega Hernandez.
Depois dos ensaios no Estoril e em Praga, Oeiras foi o local da primeira festa conjunta do alemão e do espanhol, que depois de experimentarem a parceria em 2023 apostaram nela em 2025 e este sábado colheram os frutos ao baterem o brasileiro Marcelo Demoliner e o austríaco David Pichler por 6-4 e 6-4.
 
Mies, de 34 anos (atual 92.º ATP), chegou a ser número oito do ranking mundial da especialidade e celebrou a conquista do 36.º título de pares de um currículo em que se destacam os dois ganhos, de forma consecutiva, com o compatriota Kevin Krawietz em Roland-Garros (2019 e 2020). Entre todos esses, o Oeiras Open 5 trata-se do 21.º no ATP Challenger Tour, primeiro em mais de seis anos.
Vega Hernandez (134.º) é quatro anos mais novo, também procura o regresso à mó de cima (foi 28.º em fevereiro de 2023) e celebrou pela 44.ª vez no circuito mundial, 15.ª no circuito secundário e segunda já este ano, depois de ter aberto a contagem ao lado do indiano Anirudh Chandrasekar.
 
Pela primeira vez na história, Portugal realizou cinco torneios do ATP Challenger Tour num só município durante uma temporada (os primeiros três na nave de piso rápido, os últimos dois nos courts de terra batida). E Oeiras tornou-se mesmo no primeiro local em todo o mundo a acolher cinco provas do circuito em 2025.
 
A próxima etapa com a chancela Challenger acontecerá na cidade do Porto (categoria 100) entre os dias 27 de julho e 3 de agosto, nos hard courts do Complexo Desportivo do Monte Aventino.
 
Press-Officers: Gaspar Ribeiro Lança e Steve Grácio
Fotografias: Beatriz Ruivo/FPT
 
 

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