O Campeonato Nacional de Velocidade/ Vodafone chegou ao fim no Autódromo do Estoril.
Numa bela tarde de Sol, Tiago Magalhães reconquistou a coroa de Superbike, o espanhol Hugo Moreira é novo campeão de Superstock 600 e Fábio Lopes alcançou o título júnior de 125 GP.
Mais um interessante conjunto de corridas animou o Autódromo, com os líderes das principais classes a confirmarem o favoritismo para se sagrarem campeões, mesmo que nenhum deles tenha ganho as respectivas corridas finais.
Na classe de motos mais potentes, Superbike, alinharam 14 pilotos, e os dois primeiros fizeram aquilo que lhes competia. André Pires foi o único comandante, mas Tiago Magalhães jogou pelo seguro, assegurando calmamente o 2.º lugar que rendia os pontos suficientes para reconquistar um título que já fora seu em 2011. Mais atrás, Mário Alves era 3.º colocado desde a segunda volta, diante dos espanhóis Jesus Gomez e Manuel Rendo, que em animado duelo foram alternando na posse do 4.º posto, finalmente obtido por Gomez.
Em Superstock 600 na primeira passagem rodou na dianteira Alfonso Millan, que viria a desistir por queda a a seis voltas do fim, quando era 3.º colocado. A seguir, Hélder Bessa andou três voltas na frente, antes de Afonso Vaz liderar durante uma dezena de voltas. Na penúltima Bessa voltou ao ataque e em definitivo assumiu o comando para ganhar, com 0,4s sobre Vaz e 0,9 face a Hugo Moreira, cujo 3.º lugar foi suficiente para se sagrar campeão desta classe, apenas com 1 ponto de vantagem sobre Bessa. Numa corrida que reuniu 13 participantes, Romeu Leite chegou no 4.º posto.
Na prova da classe Júnior, Pedro Nuno foi o primeiro a cortar a meta, mas participou apenas como convidado, sem contar para a classificação. Assim, entre 15 pilotos, foi declarado vencedor o espanhol Angel Dominguez, com 6 segundos sobre o 2.º classificado, David Ferreira.
Entretanto, Fábio Lopes garantiu a conquista do título de 125 GP ao ser o mais rápido nos treinos, pois então recolheu os 2 pontos necessários para o efeito. Já na corrida debateu-se com problemas de motor, quando ia em 2.º à sexta volta, e por isso terminou apenas no 11.º lugar absoluto e 5.º da classe.
Campeão de 85cc desde a jornada anterior, Alex Costa nem disputou esta prova porque o motor “agarrou” na volta de reconhecimento. Assim, o vencedor das 85cc foi João Marinho, enquanto Jorge Silva esteve melhor da Produção e garantiu o êxito nesse Troféu.
Em pista estiveram 13 participantes na prova do Troféu Século XX/ Taça Luís Carreira. Diamantino Santos liderou todo o tempo, sempre com Paulo Sotero e Pedro Pereira por esta ordem nas posições imediatas. A diferença entre os dois primeiros foi de 11,2s, e no 4.º lugar cruzou a meta Alexandre Pires.
A corrida do Troféu de Motos Clássicas/ Fuchs Silkolene reuniu 15 pilotos. Fernando Martins foi o único comandante e venceu destacado, com 17,8s de vantagem sobre Hermano Sobral. Este apoderou-se do 2.º posto logo à segunda volta, por troca com André Caetano – aliás o ordenamento dos sete primeiros permaneceu sem alterações desde o final da segunda volta, com António Machado em 4.º, seguido do melhor representante da classe C2, José Barbosa, enquanto Enrique Ortiz foi o primeiro da C1, no 7.º posto absoluto.