>
Está em... início
Notícias
Motociclismo
Campeonato do Mundo de Ralis TT - Portugueses em destaque na Sardenha
Notícias
Motociclismo
Campeonato do Mundo de Ralis TT - Portugueses em destaque na Sardenha
Cinco pilotos portugueses tiveram bom desempenho no Rali da Sardenha, e sem o azar sofrido por Hélder Rodrigues no último troço, todos teriam terminado nos quinze primeiros. Paulo Gonçalves foi o melhor representante lusitano, no 4.º lugar, e continua na luta para revalidar o título mundial.
O Rali da Sardenha foi a quarta prova válida para o Campeonato do Mundo de Ralis Todo-Terreno, disputado em cinco etapas e um total de nove troços cronometrados. Cinco portugueses fizeram a deslocação, três integrados em equipas de fábrica – Paulo Gonçalves, Hélder Rodrigues e Ruben Faria – e dois estreantes na prova, Mário Patrão e David Megre.
Paulo Gonçalves esteve em bom plano, ganhou a segunda etapa e então subiu ao comando da prova. Porém, no dia seguinte sofreu uma queda e danificou o travão dianteiro, que não conseguiu reparar satisfatoriamente porque as terceira e quarta tiradas constituíam “etapa maratona”, em que só os pilotos podem intervir nas suas máquinas. Como tal, Gonçalves acabou por descer até ao 6.º posto, a meia hora do comandante, mas no último dia ainda conseguiu ascender à 4.ª posição, ao ultrapassar um adversário e beneficiando do abandono de Hélder Rodrigues.
“Não foi o resultado que eu e a equipa gostaríamos de ter alcançado, mas estou muito satisfeito com o meu rendimento e a minha navegação aqui na Sardenha,” comentou Paulo Gonçalves. “Estou muito motivado para o futuro, agora venha o Brasil para que possamos voltar à luta.” O piloto de Esposende ocupa o 3.º lugar do Campeonato, com os mesmos pontos do 2.º classificado – o seu companheiro Joan Barreda – e a 7 do comandante, Marc Coma, 2.º nesta prova atrás do vitorioso italiano Alessandro Botturi. Como tal, Gonçalves continua a depender apenas de si próprio para manter a coroa mundial que ostenta.
Hélder Rodrigues teve azar na ponta final da prova. Depois de ser 9.º nas duas primeiras etapas, 4.º e 3.º classificado nas seguintes, ocupava o 4.º posto da “geral” e mantinha ambições ao pódio quando ficou com a cremalheira da moto destroçada no último troço cronometrado, devido a uma pedra ter ficado encravada entre a corrente e a cremalheira. Ainda assim, Hélder mantém o 5.º posto na tabela do Campeonato.
Ruben Faria teve desempenho positivo, em crescendo ao longo da prova. Na quarta etapa foi mesmo o 2.º mais rápido, e concluiu a função no 8.º posto. “Terminar entre os dez melhores mostra que estou a ganhar a forma que tinha quando comecei o Dakar em Janeiro,” afirmou o piloto algarvio. “Tenho que estar satisfeito com o meu resultado. Esta prova nunca foi das minhas favoritas pelo seu estilo mais endurista e menos rally, mas depois de no primeiro dia ter entrado demasiado cauteloso e ter sido atrasado por problema no travão traseiro, encarei os restantes dias de forma a conseguir recuperar, sem no entanto cometer erros.”
Os dois estreantes portugueses estiveram em bom plano. Mário Patrão, depois de ser o 2.º mais rápido no Prólogo, andou sempre na luta por um lugar no “top 10”, que falhou por pouco, ao ser 11.º classificado, numa prova em que procurou melhorar a sua competência em termos de navegação, aspecto exigente neste Rali da Sardenha. “Estou muito satisfeito“ disse Patrão. “Chegar a uma prova destas, dificílima por natureza, em percursos sinuosos, sempre com perigo à vista, muita navegação, e no final poder estar em luta pelos dez primeiros contra pilotos que já fazem parte há vários anos desta competição, é extremamente recompensador. Levo na bagagem uma grande experiência que será certamente uma grande arma em competições futuras”.
Quando a David Megre, tirando a segunda etapa em que foi 23.º, esteve muito regular, com dois 15.º lugares, um 16.º e um 14.º na derradeira, acabando a prova precisamente na 14.ª posição, capitalizando também ele uma boa experiência ao mais alto nível do TT mundial. “Vim para a Sardenha acima de tudo para aprender, pois nunca fiz provas com navegação,” declarou Megre. “Consegui evoluir ao longo de todos os dias e estar sempre entre os quinze melhores, o que me deixa bastante satisfeito.” Isto, numa prova que o piloto de Coruche define como “um ‘Rally Enduro’, com zonas muito técnicas e trializantes que obrigam a uma constante concentração com o piso e a navegação.”
O Campeonato do Mundo prossegue entre 21 e 30 de Agosto, com o Rali dos Sertões, no Brasil, cuja pontuação vale o dobro das restantes, pelo que será muito importante para a discussão do título mundial.
Classificação: 1.º Alessandro Botturi (Husqvarna) 15h11m05s; 2.º Marc Coma (KTM) a 7.44; 3.º Gerard Farres (Gas Gas) a 12.21; 4.º Paulo Gonçalves (Honda) a 22.50; 5.º Andrea Mancini (Beta) a 25.54; 6.º Olivier Pain (Yamaha) a 27.49; 7.º Joan Barreda (Honda) a 35.11; 8.º Ruben Faria (KTM) a 35.35; … 11.º Mário Patrão (Suzuki) a 54.04; … 14.º David Megre (KTM) a 2h01.50; etc.
Campeonato: 1.º Marc Coma, 51; 2.º Joan Barreda, 44; 3.º Paulo Gonçalves, 44; 4.º Jordi Viladoms, 26; 5.º Hélder Rodrigues, 24; … 11.º Ruben Faria, 15; etc.